26/03/2010 Por Fábio Barbosa / Textos enviado pela família
Ratificação: a capelinha de Nossa Senhora da Conceição não fica no percurso da obra do canal. Somente o casarão antigo poderá ser demolido com a construção da obra.
Nem bem chegou a Uiraúna as obras de construção do Canal do São Francisco e já está causando polêmica e revolta entre moradores da zona rural deste município. O problema está acontecendo nas terras por onde vai passar a obra. Exemplo disso está acontecendo no sítio Tamandaré onde o Senhor Zé Claudino recebeu a visita de engenheiros da firma construtora da obra que comunicaram a necessidade de ser derrubada um casarão antigo de propriedade da família.
Nós da Cofemac recebemos uma carta e juntamente com ela algumas fotos tiradas pela família para mostrar a sociedade uiraunense a importância dessas construções para a História de Uiraúna. Essas construções foram feitas há mais de um século e poderão sucumbir com a chegada das águas do São Francisco.
Veja abaixo: Monumento Histórico e Relíquia Familiar
Na genealogia da família Claudino, a progênie de Antônio Claudino e Maria da Conceição da Silva, Mãe Ceição, nasce com: 1) Joca Claudino, empresário de renome no comércio de Cajazeiras e circunvizinhanças, sobremodo em Uiraúna, titular da firma J Claudino, fundadora do Armazém Paraíba; 2) Lica Claudino, epônima da FELC, mãe de Cassimiro, Dr. Israel, Mariquinha de Lóia, Maria Alice, os mais conhecidos; 3) Gentil Claudino, pai de Vicente de Gentil, Teresinha de Cosme Gualberto, Professor Antônio de Gentil, Tozinho de Gentil e outros descendentes igualmente notáveis; 4) Claudino Aureliano de Galiza, avô de Graça de Nodécio, Zé de Nodécio (Zé Claudino), além de outros netos da mesma estirpe, sendo pai de Nodécio, Nilza, Teresa e Socorro casada com Floriano; 5) Zé Antônio de Curupaiti, pai de Fátima Claudino, Diretora da FELC, Arnaldo, Daria, Teresa, Geni e outros menos conhecidos, e avô de Bertoldo, o neto mais conhecido; 6) Domingos Claudino, pai de Dr. Belzinho e Zefa Claudino, na primeira família, e de Padre Cleides, João Eudes, Tatão, Floriano, os mais conhecidos, na segunda família; 7) Totõe Claudino, pai de Lica casada com Toinho Olímpio e mãe do vereador Benevenuto Claudino, e outros filhos já falecidos; 8) Iaiá Claudino, mãe de Antônio de Geni e vários irmãos e irmãs; 9) Filipe Claudino que foi esposo de Dona Luquinha, matrona centenária, notável e benquista, falecida há pouco tempo, e foi pai de Maria Claudino casada com Dr. Raimundo Barbosa, e de outros descendentes. A ordem de citação não traduz a seqüência etária. O berço dessa prole é o Tamandaré cuja referência é a casa de Antônio Claudino (casa do Tamandaré) e a bolandeira, prédio de rudimentar indústria de beneficiamento de algodão, ruído pela voragem implacável do tempo. Persistiu o casarão, legado por herança a Filipe Claudino que o preservou e deixou-o à sua descendência. Contudo a mansão querida exerce seu fascínio sobre toda a prole acima enumerada, notadamente a descendência de Joca Claudino, em especial João Claudino, Dr. Valderi, Nicea, Socorro, Rildo, Neudson, Nairton que mais o freqüentaram, em virtude do estreito relacionamento entre Joca e Filipe. A descendência de Filipe Claudino, como sucedânea na propriedade e habitação do imóvel, cultiva-o e venera-o como monumento atávico e símbolo telúrico-pátrio, inclusive a linhagem subseqüente dos netos e bisnetos. O casarão bicentenário, construído em taipa, constitui-se em patrimônio histórico para o município de Uiraúna e em relíquia familiar, não só para a descendência de Antônio Claudino, mas para todas as ramificações da família Claudino. Eis que por ironia, capricho, desígnio, fado, sorte ou engenho outro que seja do destino, esse histórico tesouro bicentenário e essa emérita relíquia familiar serão inexoravelmente dragados pelo canal da transposição do São Francisco, hoje integração de bacias como denominam e querem as entidades que promovem a meritória, redentora e histórica obra, cujo leito atingiu-os frontalmente e por inteiro. A título de visualização, publicamos foto da casa e de um seu aspecto interior que a caracteriza como construção de época: o altar monumental do quarto dos santos.
Veja fotos: Casarão Histórico
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| Capelinha de Nossa Senhora da Conceição
Filipe Claudino teve morte subitânea, decorrente de ataque cardíaco fulminante que o acometeu no exercício do seu ofício agropecuário, tendo tombado no recinto de uma das suas propriedades, local conhecido como Veada Braba. Em preito à sua memória, os filhos erigiram, no local do sinistro, uma capela devotada a Nossa Senhora da Conceição, uma de suas fervorosas devoções religiosas, e de quem mantinha imagem sagrada e de suma representatividade por ser herdada de sua genitora querida ‘Mãe Ceição’. Pela beleza e singularidade arquitetônicas da referida ermida, julgamos providencial publicar algumas fotos suas para divulgação do monumento que orna a visão de área rural do nosso município. A edificação está localizada próxima à comunidade Serrinha, conglomerado habitado pela descendência de Raimundo Noberto, e tem como acesso, a estrada da citada comunidade com percurso pelo Tamandaré.
Capelinha: |
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