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Comércio comemora mudanças nas regras de uso dos cartões de crédito 

08/07/2010
Por Fernando Soares (CDL)

Atualizado em: 08-07-2010 04:29:29

 

O comércio varejista brasileiro já começou a experimentar a partir de 1 de julho, as primeiras mudanças em relação às operações com cartões de crédito. Nesta data, começará, efetivamente, o uso compartilhado das máquinas emissoras, o que deve produzir redução nos custos para os lojistas e, posteriormente, queda nos preços de alguns produtos. A informação é do presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas da Paraíba (FCDLPB), Artur Almeida.

 

De acordo com o dirigente lojista, essa é apenas uma das alterações que devem ocorrer no segmento, após batalha travada por entidades do comércio varejista com as administradoras de cartões e as empresas de equipamentos de emissão. Segundo Artur, após fazer uma radiografia do mercado, o Banco Central concluiu que existem abusos por parte das administradoras, que cobram dos lojistas taxas em torno de 3% a 10%. "As administradoras têm uma taxa três vezes maior do que a média mundial", diagnosticou. "Precisamos avançar mais, com a abertura do mercado para novas administradoras", disse.

Ele lembrou que os lojistas levam 30 dias para serem reembolsados, período que poderia cair para sete dias, como ocorre na maioria dos países. A "briga" ainda terá mais capítulos, principalmente com a entrada de uma nova administradora no mercado: a gaúcha GetNet, que já está pronta para operar.

 

- O dia primeiro de julho foi uma data muito importante para o Movimento Lojista em geral: temos uma máquina apenas aceitando todas as bandeiras. Além disto, esta data marca a queda do duopólio até então existente entre Redecard e Cielo.

 

Neste primeiro momento, a FCDL da Paraíba recomenda que os lojistas não assinem contratos de fidelização. “A longo prazo, com a entrada desta nova realidade, teremos taxas de desconto e prazos de recebimentos mais baixos, além de um custo único com aluguel das máquinas. A economia está em torno de R$ 1,2 bilhão ao ano”, adenda Artur Almeida.

 

- Nós, lojistas, queremos definição de regras claras sobre taxas e tarifas, que são extremamente altas em comparação com a média mundial afetando consumidores e lojistas. Estamos atentos a toda a movimentação sobre as definições das regras do mercado de cartões. O consumidor não pode mais continuar a pagar altas taxas de juros, concluiu.
 

 

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