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A nova Miss 2017 dos EUA é negra e cientista nuclear

A modelo negra e cientista nuclear Kara McCullough foi coroada a nova Miss EUA 2017
Fábio Barbosa  |  17/05/2017 17:12
noticia A nova Miss 2017 dos EUA é negra e cientista nuclear
noticia A nova Miss 2017 dos EUA é negra e cientista nuclear

Na noite do último domingo (14), a Miss Columbia Kára McCullough foi coroada a nova Miss Estados Unidos #2017. Vencendo 50 candidatas, a modelo e cientista nuclear entrou para história.

O Concurso

Os jurados do concurso declararam que ela era uma das competidoras mais inteligentes da memória recente. A cientista de 25 anos venceu a Miss New Jersey Chhavi Verg na final pela disputa da coroa; Kara McCullough representará o país no Miss Universo 2018, ainda sem data.

A História

Kára McCullough nasceu em Veneza, na Itália, e cresceu em #Virginia Beach, estado americano. Se formou na Universidade Estadual da Carolina do Sul em química e integra a Comissão Reguladora Nuclear dos #EUA.

Kára disse que quer incentivar jovens a seguir carreira na ciência.

A Polêmica

McCullough afirmou que não se considera feminista, "já que não é intransigente" e ainda acrescentou: "'oh, eu realmente não me importo com os homens. Mas uma coisa que eu vou dizer, porém, é: mulheres, somos tão iguais quanto os homens quando se trata de oportunidade no mercado de trabalho", afirmou.

A Realidade

Porém, ela pode até afirmar isso por viver em um meio social de mais oportunidades, mas dados da Associação Americana de Mulheres Universitárias afirmam que mulheres ainda ganham 80% menos do que homens que ocupam o mesmo cargo. Há anos as mulheres negras têm sido excluídas dos editoriais e passarelas de moda e então, consequentemente, é muito difícil encontrar inspirações de modelos negras na atualidade, por isso há uma controversia nas suas declarações.

A Lição

Mulheres nem sempre vão se apresentar empoderadas e feministas, mesmo sendo negras, pois vivemos em uma sociedade machista e tão opressora, que muitas das vezes elas podem reproduzir esse pensamento, mesmo que de modo involuntário ou até mesmo para reprimir outras mulheres quando se sentem intimidadas, mas isso não quer dizer que não sejam feministas ou que são machistas (pois uma mulher nunca será machista pelo fato de não poder se beneficiar dos privilégios de "ser macho"), mas o fato é que nos EUA uma mulher negra e cientista ser considerada a mulher mais bonita do país é um grande fato de empoderamento feminino, pois serve de inspiração para outras mulheres.

O Futuro

Algumas mulheres negras já ganharam o prêmio de mulher mais bonita do mundo, como por exemplo a nigeriana Agbani Darego, que ganhou o título em 2001 e se tornou a primeira negra a ganhar esse prêmio, também Kenisha Thom, que venceu em 2004, representando Trinidad e Tobago e a Miss Angolana Leila Lopes, que desbancou 88 candidatas e levou o título de Miss Universo em 2011. Como Kara McCullough representará o país no Miss Universo 2018, desejamos a ela toda sorte e que se torne mais uma mulher negra a ganhar o título.

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