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Ministério Público Eleitoral pede cassação de Tyrone e Zenildo

Promotor eleitoral pede ainda que fiquem inelegíveis e sejam realizadas novas eleições no município
Fábio Barbosa  |  06/06/2017 16:16
noticia Ministério Público Eleitoral pede cassação de Tyrone e Zenildo
noticia Ministério Público Eleitoral pede cassação de Tyrone e Zenildo

O promotor eleitoral Samuel Mirandas Colares emitiu parecer pela cassação do prefeito de Sousa, Fábio Tyrone, e o vice, Zenildo Oliveira, por abuso de poder econômico nas eleições de 2016. A decisão é relativa a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) impetrada pela coligação ‘Sousa Muito Mais’.

Além de pedir a cassação dos diplomas dos gestores, o promotor pede que eles fiquem inelegíveis e sejam realizadas novas eleições no município.

Os dois são acusados de praticar uma série de ilícitos durante a campanha eleitoral de 2016. Conforme a denúncia, o vice-prefeito, que é empresário,  teria colocado a estrutura de suas empresas para promover eventos com cunho político-eleitoral antes do período em que é permitida a propaganda eleitoral. Em um dos eventos teriam sido distribuídos brindes, como 1 mil vassouras.

O promotor considerou improcedente denúncia contra Fábio Tyrone relativa a uma suposta compra de votos durante evento de campanha no bairro Lagoa dos Patos, no mês de setembro de 2016.

Conforme os autos, mesmo intimados, os dois não apresentaram as razões finais. A defesa de Zenildo Oliveira sustenta que os eventos tiveram caráter comercial.

O promotor ressalta que pesam contra os acusados provas robustas, inclusive com publicações em redes sociais que mostram os eventos irregulares.

Para ele, ficou nítido o caráter politizado dos eventos, que contou com a presença do deputado estadual Lindolfo Pires, fotografado em palanques.

“Neste contexto, inegável a verificação do abuso de poder econômico, na medida em que a oferta gratuita ou a preços artificialmente baixos de oportunidades de lazer, em eventos de cunho marcadamente político-eleitoral, caracteriza-se em um diferencial ilícito em favor do investigado”, pontua o promotor.

Mais PB

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