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Há 13 anos rompimento de Camará deixava cinco mortos na PB

A reconstrução da barragem, que se localiza em Alagoa Nova, Brejo paraibano, começou a ser feita em 2012
Fábio Barbosa  |  18/06/2017 06:19
noticia Há 13 anos rompimento de Camará deixava cinco mortos na PB
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“Todo mundo ainda me liga perguntando se a barragem está pegando água. Ninguém por aqui esqueceu aquela noite, principalmente em Alagoa Grande, que foi a cidade mais atingida pela tragédia. Eu ainda acordo assustado pensando que eu poderia ter avisado mais gente, se tivesse visto aquele estrago um pouco antes”, disse José Adelino, 61 anos, observador das águas da Barragem de Camará desde a inauguração do primeiro reservatório, que se rompeu a exatos 13 anos, deixando um saldo de cinco mortes e mais de 3 mil desabrigados.

A reconstrução da barragem, que se localiza em Alagoa Nova, Brejo paraibano, começou a ser feita em 2012, com previsão de ser entregue dois anos depois. Mas, de acordo com a Secretaria de Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia, a priorização pela segurança da obra atrasou este prazo, levando a barragem a ser reinaugurada somente no dia 26 de setembro do ano passado. Os investimentos dessa reconstrução ultrapassaram os R$ 48,6 milhões. Finalizada esta etapa, o Governo passou a dar prosseguimento às obras do Sistema Adutor Nova Camará, que contam com investimentos na ordem de R$75 milhões e, segundo a equipe de engenharia do órgão, está com 60% em execução.

Após a conclusão da adutora Nova Camará, a barragem deve abastecer 21 localidades da região do Brejo, beneficiando aproximadamente 225 mil habitantes. No entanto, como as obras do reservatório, que tem capacidade para 26 milhões de m³, foram finalizadas no período de estiagem, há apenas 1% desse volume de água no local.

O sistema de abastecimento d’água Nova Camará tem uma extensão de 74 quilômetros. A obra vai garantir água de qualidade para 21 localidades, sendo elas: Esperança, Remígio, Lagoa Seca, Matinhas, Pocinhos, Puxinanã , São Sebastião de Lagoa de Roça; os distritos Cepilho, São Tomé e Campinote; Alagoa Nova; Algodão de Jandaíra; Arara; Areial; Chã do Marinho; Lagoa do Mato; Floriano; Jenipapo; Montadas; São Miguel; e Serraria.

O engenheiro da Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos, Josivaldo Brasileiro, afirmou que as obras da adutora devem ser concluídas até março de 2018. “Todas essas cidades estão sem água nas torneiras há mais de sete meses. Desde 2012 enfrentam essa situação de grande escassez de água, algo que está bem próximo a acabar. Desta obra, 60% da adutora está em execução, mas não tem nenhuma cidade sendo abastecida em virtude da seca. No início, quando tínhamos um pouco mais de água, deu pra atender Remígio e Esperança”, disse.

Correio Online

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