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Cidade de João Pessoa retoma transplantes de rins

Há dois anos e meio, Júlio César Pereira de Souza Mendes, que mora no Sertão do Estado, descobriu que sofria de problemas renais
Fábio Barbosa  |  11/07/2017 19:33
noticia Cidade de João Pessoa retoma transplantes de rins
noticia Cidade de João Pessoa retoma transplantes de rins

“Os pacientes agora podem ter esperança”, afirmou o presidente da Associação de Renais Transplantados e Doadores da Paraíba, Carlos Roberto da Silva Lucas, ao referir-se ao retorno de transplantes de rins em João Pessoa após 6 anos e 7 meses. Neste período, quem morava na Capital ou outras cidades paraibanas e precisava fazer o procedimento ou consultas pós-operatórias, precisava se deslocar para Campina Grande ou Recife, que eram os locais mais próximos que disponibilizavam o tratamento. O primeiro transplante foi realizado na última terça-feira no Hospital Nossa Senhora das Neves (HNSN), no bairro da Torre. A unidade de saúde é a única autorizada na Capital a fazer esse procedimento.

O paciente Júlio César Pereira de Souza Mendes, de 21 anos, recebeu o rim de uma tia paterna. “Estou me recuperando bem. Agora é vida nova e fazer a dieta recomendada”, afirmou. Aguardam na fila mais de 330 pessoas. Em torno de 2,5 mil pacientes estão em tratamento na Paraíba, segundo a Associação.

Há pelo menos dois anos e meio, Júlio César Pereira de Souza Mendes, que mora em Itaporanga, no Sertão do Estado, descobriu que sofria de problemas renais. “Ele trabalhava em uma tecelagem e as pernas começaram a inchar de repente. Daí ele foi encaminhado para alguns médicos de Patos e lá eles disseram que tinha problemas nos rins. Ele fez alguns tratamentos, mas não precisou fazer hemodiálise”, comentou a mãe dele, Maria de Fátima Pereira de Lima, que afirmou que fez exames para saber se podia doar, mas não foi possível. “Uma tia dele se ofereceu para fazer o exame e era compatível. E ela foi a doadora”, ressaltou.

Ontem Júlio César recebeu a alta médica, mas continuou tomando medicação para poder sair do Hospital. Ele contou que a cirurgia seria feita no Hospital Antônio Targino, no município de Campina Grande, no Agreste do Estado, mas por alguns problemas de saúde ele não conseguiu. “Deus escreve certo por linhas tortas. O que acontece. A gente precisa se internar dois dias antes da cirurgia. Só que eu havia tomado vacina da gripe e tive reação. Só que eu nunca tive. Então o pessoal mandou voltar na semana que vem. Só que quando chegou no dia, me falaram que eu seria o primeiro em João Pessoa. Foi uma felicidade imensa”, relatou o transplantado renal.

Quem já aguarda na fila para fazer o procedimento no HNSN é Fábio Roberto Xavier Moura, 44 anos. Descobriu aos 26 anos que tinha problemas renais e já iniciou o tratamento. “Até os meus 36 fiz o tratamento e depois comecei a hemodiálise desde 2009”, afirmou. Como em João Pessoa não estava fazendo transplantes, apenas em Campina Grande, ele se inscreveu em um hospital de São Paulo por dois anos. O dele precisa de ser de um doador falecido. “Eu teria entre 10 e 12 horas para fazer o transplante, mas em João Pessoa eu teria uma estrutura melhor porque estaria com minha família e eu moro aqui”, revelou, acrescentando que já fez exames no Hospital Nossa Senhora das Neves e aguarda apenas o órgão compatível.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), para solicitar informações da Central de Transplantes da Paraíba, mas até o fechamento desta edição não obtivemos resposta.

Fila. De acordo com o presidente da Associação de Renais Transplantados e Doadores, 330 pessoas aguardam na fila por um transplante na Paraíba. Além disso, outras 2,5 mil estão fazendo tratamento no Estado. “Estamos fazendo um trabalho com o serviço social dos hospitais para trazer as pessoas de João Pessoa que estavam em Recife ou em Campina esperando o transplante para o Hospital Nossa Senhora das Neves. João Pessoa e Região Metropolitana correspondem a mais de 50% dos que precisam de transplante”, afirmou, acrescentando a importância também do Hospital Antônio Targino para a população que necessita de transplante.

Portal Correio

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