PUBLICIDADE
publicidade Câmara Municipal de Poço de José de Moura
PUBLICIDADE
publicidade Geral

Homens moram embaixo do viaduto e vivem de doações, em João Pessoa

O local é limpo e os homens, que não possuem trabalho fixo, vivem de doações dos motoristas e pedestres que trafegam pelo lugar
Fábio Barbosa  |  16/07/2017 09:19
noticia Homens moram embaixo do viaduto e vivem de doações, em João Pessoa
noticia Homens moram embaixo do viaduto e vivem de doações, em João Pessoa

Um grupo de cinco homens está literalmente morando embaixo do viaduto Eduardo Campos, conhecido com o viaduto do Geisel. O primeiro chegou há oito meses, o segundo a cinco e os demais chegaram recentemente. Eles não são parentes, mas por falta de moradia se instalaram no local que já tem colchões, lençóis e alguns utensílios pessoais como copos e pratos.

O local é limpo e os homens, que não possuem trabalho fixo, vivem de doações dos motoristas e pedestres que trafegam pelo lugar.

Um deles é o catador de material reciclável, Edvaldo Neves, de 57 anos. Morador do local há três meses, o homem conta que veio da Zona Rural de Patos, Sertão, em busca de emprego, mas por causa de um problema de saúde que o deixa paralisado do lado esquerdo, não conseguiu colocação.

Para se virar, cata papel e papelão e tenta sobreviver com o dinheiro que consegue com a venda. É ele o responsável pela limpeza das imediações. Mesmo com as condições em que vive, Edvaldo, conta que outrora foi pedreiro, carpinteiro e armador, sonha com o dia em que vai conseguir alugar um local para viver dignamente. “Senão a gente se acostuma a viver de esmola”.

Junto com ele e morando há apenas duas semanas, está Renato Fontes. Aos 22 anos, desempregado e sem ter para onde ir, o rapaz conta que veio para João Pessoa em busca de segurança. “Eu morava com minha mãe e meu padrasto em Belém de Caiçara. Um dia ele tentou bater na minha mãe e eu pulei na frente, aí ele pegou um facão e tentou me matar, por isso fugi”, resume. Renato não tem qualquer perspectiva sobre o futuro e passa os dias sentado em uma caixa de papelão à espera da ajuda de quem passa. Os demais homens ocupam os dias fazendo uso de bebidas alcoólicas e entorpecentes.

Correio Online

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
publicidade Quatro Internas