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Omissão do SAMU pode ter levado jovem à morte na Paraíba

O Samu foi acionado, mas a atendente disse que não tinha como prestar socorro e indicou que o levasse em um carro particular
Fábio Barbosa  |  17/07/2017 07:24
noticia Omissão do SAMU pode ter levado jovem à morte na Paraíba
noticia Omissão do SAMU pode ter levado jovem à morte na Paraíba

Os colegas do atendente de  telemarketing  Rafael Pinto, de 25, que morreu após passar mal durante atendimento a um cliente, denunciaram suposta omissão de socorro do Samu. Eles denunciaram que acionaram o serviços, mas o atendimento só foi prestado uma hora depois. A morte de Rafael aconteceu na semana passada, mas só veio a público neste domingo. A Polícia Civil vai investigar se houve omissão de socorro.

Funcionários disseram que Rafael estava trabalhando na empresa há poucos dias e começou a passar mal após atender a um cliente. “Ele estava com a cabeça baixa e uma colega perguntou o que ele estava sentindo. Após relatar que estava com uma forte dor de cabeça, amigos o colocaram no chão e enfermeiras começaram a prestar socorro”, disse uma das funcionárias.

O Samu foi acionado, mas a atendente disse que não tinha como prestar socorro e indicou que o levasse em um carro particular.

Foi tudo muito rápido. Ele já estava muito branco, suando muito, veio um colega de trabalho que já é formada em enfermagem, colocou ele no chão, pegou a cadeira e colocou os pés dele em cima. Ela começou a abanar, ele e pediu que todos se retirassem, ligamos para o Samu três vezes ou mais, simplesmente a enfermeira do Samu disse: ‘pegue um carro e leve ele para a UPA, mas pelos sintomas que ele apresentava, a gente informou que ele não estava bem”.

Ainda segundo uma amiga de Rafael, a norma da empresa não autoriza que as pessoas do setor façam  o socorro, mas apenas o atendimento de saúde ou por ordem do superior.

“ Sei que ele passou muito tempo para ser socorrido, demorou bastante, mas a gente queria fazer algo, mas as normas não permitiram. Levou ele para o UPA, depois saíram da UPA e foram para o Trauma, mas quando chegou lá Rafael já estava em coma. Mas, o tempo que a gente passou com ele na empresa, a gente fez os procedimentos que podíamos fazer. Rafael se queixava que estava com dor, que não sentia mais os braços, de um lado, dizia que a cabeça estava formigando”, relatou a colega.

Portal Litoral

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