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Câncer de próstata faz 126 vítimas apenas em 2017, na Paraíba

A importância do diagnóstico precoce se dá porque depois as metástases aparecem, seja nos ossos ou em outros órgãos da cavidade abdominal, não há mais chances de cura
Fábio Barbosa  |  26/07/2017 18:09
noticia Câncer de próstata faz 126 vítimas apenas em 2017, na Paraíba
noticia Câncer de próstata faz 126 vítimas apenas em 2017, na Paraíba

O câncer de próstata matou 326 homens na Paraíba em 2016, e 162 até o início do mês de julho deste ano, segundo dados da Secretaria do Estado de Saúde (SES). De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a doença é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não-melanoma.

A doença costuma ser silenciosa e a recomendação é que homens acima de 50 anos realizem check-up anual. O fator genético tem peso. Homens que possuem um parente de primeiro grau com a doença têm duas vezes mais chance de desenvolvê-la, enquanto para quem possui dois ou mais parentes a chance aumenta para cinco vezes mais. Afrodescendentes também têm maior probabilidade de desenvolver esse tipo de câncer, conforme explicou o urologista José Iran Lacerda. “A fase inicial é assintomática. Ao atingir um estágio mais avançado da doença pode haver obstrução da uretra e, como é comum a metástase óssea, o paciente pode se queixar de dor nos ossos também”, detalhou o médico.

A importância do diagnóstico precoce se dá porque depois as metástases aparecem, seja nos ossos ou em outros órgãos da cavidade abdominal, não há mais chances de cura. “A partir daí o tratamento é paliativo. É possível prolongar o tempo de vida do paciente e deixá-lo mais confortável, mas não tem cura”, afirmou José Iran. Quando descoberto no início, entretanto, o tratamento costuma ser bastante eficaz. Há casos de tumores que crescem de forma muito lenta e não chegam a ameaçar a saúde do homem, possibilidade em que os médicos geralmente indicam apenas observar a evolução. “Em casos de tumores moderadamente agressivos o procedimento mais indicado é a retirada da próstata, que pode ser associada, ou não, a radioterapia ou hormonioterapia dependendo do caso”, disse.

Correio Online

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