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Suprema Corte da Rússia pode criminalizar Testemunhas de Jeová

Até as Testemunhas de Jeová estão na mira do presidente Vladimir Putin, na Rússia. Um pedido do Ministério da Justiça quer classificar o grupo religioso como organização extremista
Fábio Barbosa  |  10/04/2017 05:09
noticia Suprema Corte da Rússia pode criminalizar Testemunhas de Jeová
noticia Suprema Corte da Rússia pode criminalizar Testemunhas de Jeová

A Suprema Corte da Rússia iniciou nesta semana o julgamento de um pedido do governo para designar o grupo religioso como uma organização extremista e pode divulgar seu veredicto a qualquer momento.

Cerca de oito milhões de pessoas são parte do movimento de linha cristã no mundo, com 175.000 membros na Rússia, de acordo com estimativas de seus líderes religiosos. O Ministério da Justiça do país, porém, argumenta que o grupo “viola as leis russas de combate ao extremismo” e que os panfletos que costumam distribuir na rua incitam o ódio.

Assim como outros grupos cristãos, as Testemunhas de Jeová foram proibidas de atuar durante o regime de Joseph Stalin, na União Soviética, e tiveram membros deportados para a Sibéria. A proibição foi suspensa em 1991.

Segundo uma lei de 1997, há liberdade religiosa na Rússia, porém, apenas quatro grupos são considerados “tradicionais”: cristão ortodoxos, muçulmanos, judeus e budistas. Outras fés precisam fazer um cadastro com o governo, caso das Testemunhas de Jeová. No ano passado, as autoridades russas ameaçaram fechar sua sede em Moscou e um carregamento de Bíblias do grupo foi barrado na fronteira, pela possibilidade de se tratar de “literatura extremista”, informou a revista Time.

David Semonian, porta-voz das Testemunhas de Jeová, disse que a possível proibição “seria o mesmo que nos tratar como criminosos”. Na visão de Semonian, o grupo “não é uma ameaça para a Igreja Ortodoxa Russa ou para o governo do país”. As Testemunhas de Jeová têm sua própria tradução da Bíblia, que difere da ortodoxa russa, e por se considerarem pacifistas, se abstêm de ações políticas. Seus membros não votam nem servem no Exército, o que pode ser visto como uma ameaça por governos especialmente nacionalistas.

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