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Mulher traída junta amigas e espanca até a morte adolescente de 17 anos

Marido de uma das agressores morreu de overdose quando estava com a adolescente vítima do espancamento
Fábio Barbosa  |  10/09/2017 15:54
noticia Mulher traída junta amigas e espanca até a morte adolescente de 17 anos
noticia Mulher traída junta amigas e espanca até a morte adolescente de 17 anos

Uma adolescente de 17 anos foi assassinada a socos e chutes na madrugada desta sexta-feira (8) em um posto de gasolina na região de Pirituba, zona norte de São Paulo. Cinco mulheres –duas delas já identificadas– são suspeitas de envolvimento no assassinato. De acordo com testemunhas, elas teriam agredido Maria Gabriela Tomé, 17, porque essa teria um relacionamento amoroso com o marido de uma das autoras do crime brutal.

Após o espancamento, a jovem foi socorrida por frequentadores do posto, que levaram Maria Gabriela até um pronto-socorro de Pirituba, onde ela morreu. Após ser acionada, a Polícia Militar identificou uma testemunha do crime. Com as informações fornecidas por ela, os policiais identificaram duas mulheres: Shirley Nascimento Barbosa, 27, e Vitória Cristina (idade não informada).

De acordo com o relato da testemunha, Shirley, Vitória e outras três mulheres iniciaram as agressões no pátio do posto, em frente a uma comunidade onde costumam ocorrer bailes funk. O motivo do crime, segundo a testemunha, seria passional. A vítima estaria saindo com o marido de Shirley.

Segundo a mesma testemunha, a jovem morta estaria usando lança-perfume sozinha na hora do crime e teria também usado cocaína. Os policiais fizeram buscas na região, mas não localizaram as suspeitas. A Polícia Civil pediu ao posto que entregue imagens de câmeras para identificar as demais mulheres.

NO CHÃO

Funcionários do posto relataram à Folha que Maria Gabriela foi abordada pelas cinco mulheres em frente à loja de conveniência. Uma delas desferiu um soco, levando a jovem ao chão, onde foi chutada várias vezes na cabeça.

"Ela já parecia estar morta quando levaram ela para o hospital. Ela já está bem debilitada antes do espancamento, estava usando lança-perfume", disse um deles. Tanto a jovem quanto as agressoras costumavam frequentar o posto.

De acordo com um funcionário, duas das envolvidas voltaram ao local na noite de sexta-feira, horas após o crime para comprar cigarros e bebidas. "Esse crime é uma barbaridade. Mas aqui tem comunidades, violência. Aqui a criança chora e a mãe não vê", afirmou um frentista.

Dor e medo.

“Bateram muito mesmo”, resumiu o irmão. A mãe está “abalada”, chora e passou a maior parte da tarde deste sábado deitada. Ele diz que a principal suspeita do linchamento, a mulher que teria sido traída, conhece a família – é filha de uma antiga cuidadora dele e da irmã na infância.

Com mais de 1,70 metro e cabelos escuros, longos e encaracolados, a garota é descrita na vizinhança como alegre. “Conheço desde bebê. Sempre passava sorridente, cumprimentando todo mundo na rua”, comentou uma moradora. “Nunca vi bater boca com ninguém. É revoltante, uma covardia. Nem bicho faz o que fizeram com ela.” Vizinhos evitavam dar mais detalhes, com medo de eventuais represálias.

A jovem havia feito 17 anos na última segunda. “Parece que foi despedida, sei lá. Não acredito no que fizeram. Ninguém merece uma morte dessa”, diz uma amiga próxima. “Minha filha não para de perguntar onde ela está. Falo que foi para um lugar melhor. Mas não pode ficar assim: tem de ter justiça.” O Estado não conseguiu encontrar funcionários do posto que tenham testemunhado o crime.

A vítima estudava, mas deixou de frequentar o supletivo porque a escola ficava na comunidade onde morava a autora das ameaças. Na página do Facebook da garota, ainda há dois comentários com intimidações. “Está preparada para as consequências? Seus passos de hoje em diante serão rastreados”, escreveu uma usuária. Outra mensagem do mesmo perfil: “Então vamos nos falar, né, porque está chegando a sua hora.”

Estadão / Folha de SP

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