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Quadrilha de assalto a banco é presa na operação Marco Zero

Criminosos atuavam nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, e Alagoas
Fábio Barbosa  |  23/09/2017 17:39
noticia Quadrilha de assalto a banco é presa na operação Marco Zero
noticia Quadrilha de assalto a banco é presa na operação Marco Zero

A Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor) prendeu nove pessoas integrantes de uma organização criminosa especializada em roubo a bancos, além da apreensão de armamento e drogas. As prisões foram efetuadas, nesta sexta-feira (22), dentro da Operação “Marco Zero”, cujo nome faz alusão à cidade de Touros, onde ocorreram os primeiros roubos a instituições bancárias, praticados pela associação criminosa presa. Segundo investigações para o desarticulamento do grupo, os criminosos atuavam de forma integrada e planejada, utilizando material explosivo, forte armamento, e veículos clonados, atuando nos estados do Rio Grande do Norte, Alagoas e Paraíba.

Durante o cumprimento dos mandados de prisão, a polícia apreendeu na residência de Waldenio de Lima, de 35 anos, uma pistola, crack, maconha, além de um veículo clonado, e na casa de Manuel Messias de Araújo, vulgo “Vaca”, tido como líder da quadrilha, um fuzil, dinheiro, celulares, e uma identidade falsa. Durante confronto com policiais, Manuel foi atingido e ferido, sendo socorrido ao hospital.

No total, sete roubos ocorridos entre o mês de abril deste ano e este mês de setembro, foram atribuídos ao grupo criminoso. O primeiro deles ocorreu no dia 5 de abril, na cidade de João Câmara (RN); o segundo, no dia 4 de maio em Sítio Novo (RN); o terceiro, no dia 1 de junho em São Miguel (RN); o quarto, no dia 9 de junho na cidade de Goianinha (RN); uma tentativa de roubo teria ocorrido no dia 30 de junho em Canguaretama (RN); um quinto caso de roubo foi praticado no dia 3 de julho no município de Novo Lino (AL); o sexto roubo foi no dia 29 de julho no município de Belém (PB); e o sétimo e último roubo teria ocorrido no dia 19 de setembro no município de Campina Grande (PB).

No dia 29 de julho deste ano, policiais civis da Deicor apreenderam um vasto material, entre armas e material para explosão, em uma residência localizada em São José de Mipibu. O material pertencia à quadrilha para a prática de roubos a instituições bancárias. Durante a operação, também foram apreendidos, na residência de John Breno Rosendro da Silva, diversos mapas com informações as quais indicavam as cidades que seriam alvos, a distância entre cada uma delas, e o reforço policial que cada uma continha. A Operação “Marco Zero” iniciou no dia 3 de abril deste ano, após os roubos que ocorreram no município de Touros, revelando, durante as investigações, uma associação criminosa que atuava de forma organizada e planejada, atribuindo funções diferenciadas a cada integrante do grupo, que utilizava de armas violentas nos roubos, e contra os policiais.

Investigações apontam que Suênio Mafra Bassanio Vale, também preso, atuou como olheiro em Coronel Ezequiel, e era responsável por jogar os grampos para atrapalhar a perseguição da polícia, sendo investigado também pela Polícia Federal. Entre os nove integrantes, três eram responsáveis por providenciar, clonar e adulterar os veículos a serem utilizados durante os roubos. Eram eles: Arthur Kennedy Martins, que fazia a ocultação e adulteração de carros; o John Breno, que roubava carros e também fazia planejamento dos roubos das cidades selecionadas, analisando a distância entre elas e o quantitativo de reforço policial de cada uma, além de ser “sócio” de Arthur, e Paulo Alan Neves Souza dos Santos, que fazia a adulteração das placas dos veículos roubados.

Através de André, o grupo conseguia as armas de fogo, que também eram consertadas por ele. Em um dos crimes, Waldênio de Lima, também preso, teria feito a negociação de um veículo para o cometimento do roubo. Ele era apontado como traficante na comunidade de Felipe Camarão, e a companheira, Ana Célia Rocha dos Santos , também integrava a organização criminosa.

Grupo criminoso foi monitorado por seis meses

Em coletiva de imprensa, ontem (22), o delegado da Deicor, Marcuse Cabral, explicou que a quadrilha foi monitorada durante seis meses. Nesse período, as investigações revelaram que haviam ramificações desse grupo em outros estados, entre eles, Paraíba e Alagoas, locais onde também ocorreram roubos a instituições bancárias.

“A partir dos primeiros roubos a bancos em Touros, onde a quadrilha teria subtraído 700 mil reais do Banco do Brasil, mediante explosivos, iniciamos um processo de monitoramento. Essa organização era especializada em roubar bancos, e altamente planejada para isso, distribuindo atribuições diversas a seus integrantes para facilitar os crimes. O grupo era organizado entre líder, pessoas que faziam a ‘linha de frente’ para a explosão dos bancos, armeiros, olheiros, responsáveis por providenciar e adulterar carros roubados, planejadores da logística crimes, e rota de fugas, ou seja, havia uma divisão racional de tarefas”, detalha Marcuse Cabral.

Segundo o delegado da Deicor, Odilon Teodósio, as investigações prosseguirão para identificar e prender outros integrantes de quadrilhas que cometeram roubo a bancos. “Durante as nossas investigações, colhemos diversas provas que serão emprestadas à Polícia Federal. Além dessa associação criminosa, existem outras células, que estão sendo investigadas, sendo geralmente interligadas. Existem outros mandados de prisão que vamos cumprir. É só uma questão de tempo para que a Deicor prenda todos”, reafirma Odilon Teodósio.

Tribuna do Norte

  • 9 pessoas que formavam uma quadrilha especializada em roubo a banco foram presas. Dinheiro e forte armamento foram apreendidos.

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