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Polícia prende suspeito de matar professor universitário

Carlos Eduardo teria tido um relacionamento amoroso com a vítima
Fábio Barbosa  |  14/04/2017 14:34
noticia Polícia prende suspeito de matar professor universitário
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Agentes da 93ª DP (Volta Redonda), no Sul Fluminense, vão conduzir daqui a pouco Carlos Eduardo Borges de Andrade, o Cadu, de 21 anos, acusado de ter matado o professor do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário de Volta Redonda (Unifoa), Hyder Marcelo de Araújo Lima, de 37 anos, para a Casa de Custódia da cidade. O crime, que deixou os volta-redondenses em estado de choque, ocorreu no dia 16 de março, quando o corpo de Hyder, com sinais de estrangulamento, foi encontrado dentro de seu apartamento, na Rua Sete de Setembro, no bairro Aterrado.

De acordo com investigações da polícia, Carlos Eduardo teria tido um relacionamento amoroso com a vítima. Seu possível envolvimento no assassinato foi despertado no dia do enterro do professor, quando ele sequer apareceu no velório, surpreendendo pessoas próximas a Hyder e que sabiam do suposto romance entre os dois, que chegaram a posar juntos em fotos publicadas em redes sociais.

Segundo o delegado-adjunto da 93ª DP, Rodolfo Atala, Carlos Eduardo foi preso na noite de ontem em Vassouras, a 55 quilômetros de Volta Redonda. Embora o acusado negue o crime, a polícia diz não ter dúvida de sua participação, com base “em provas periciais e amplo trabalho de campo dos agentes”.

“O crime teve motivação patrimonial (um laptop da vítima foi roubado) e passional. Carlos Alberto nega que tenha sido autor do homicídio, mas a Polícia Civil não tem dúvidas que ele estava no apartamento da vítima no dia da morte do professor e o matou de maneira violenta”, diz Atala. "Infelizmente a prisão do assassino não traz a vida do Hyder de volta, mas traz um pouco mais de conforto para a família e amigos. A morte do Hyder foi uma grande perda para a sociedade", completou o delegado.

Hyder foi encontrado seminu sobre a cama, com um pano na boca e uma blusa tampando seu rosto. Na ocasião, centenas de alunos dele fizeram manifestação, condenando a violência e clamando pela identificação e prisão do assassino.

Em nota publicada no dia 17 de março, em seu site, a Unifoa afirmou que Hyder, nascido em Angra dos Reis, trabalhava na instituição desde 2005, onde era mestre de Ensino de Ciências da Saúde e do Meio Ambiente, e era muito querido. Ele também coordenava projetos no Núcleo de Práticas Contábeis para a comunidade, como declaração do Imposto de Renda gratuita.

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