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Menina morta por ex-padrasto pode ter sido enterrada viva

O rosto dela estava deformado, os braços estavam amarrados para trás e a cabeça dela estava coberta por um saco. E tudo leva a crer que ela foi enterrada viva e, com certeza, foi um crime premeditado
Fábio Barbosa  |  07/11/2017 17:06
noticia Menina morta por ex-padrasto pode ter sido enterrada viva
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O envolvimento da mãe e a possibilidade da criança ter sido enterrada viva foram descartados pela polícia

O ex-padrasto da menina Alanna Ludmila, identificado como Roberth Serejo Oliveira, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, pois é considerado o principal suspeito de ter assassinado a criança na última quarta-feira (1º), dentro de uma casa localizada no bairro do Maiobão, em Paço do Lumiar.

Roberth é ex-companheiro de Jaciane Borges, mãe de Alanna, e tem um filho de quatro anos com ela. Em entrevista à rádio Mirante AM, a delegada Eunice Rubem da Delegacia do Maiobão, responsável pelo caso, afirmou que o ex-padrasto já é considerado foragido da Justiça.

“O que a gente sabe, até agora, é que ele pode ter cometido o crime, pois, havia uma animosidade entre ele e a criança. Segundo relatos da mãe da menina, Alanna tinha ciúmes de Roberth com ela. O ex-padrasto foi ouvido na noite do dia 1º e depois se evadiu. A gente procura por ele desde a madrugada de quinta-feira (2), mas Roberth ainda está sumido e é considerado foragido”, explicou a delegada.

Durante as investigações da polícia, uma mochila de Alanna, com uma caderneta e uma calcinha dentro, foi achada no bairro Upaon Açu, bem distante do local onde a criança foi encontrada. Mas, segundo a Polícia Civil, a mochila foi levada para essa localidade no intuito de despistar as investigações, pois, há suspeitas de que a criança nunca saiu de casa.

Agredida de forma brutal

Ainda de acordo com a delegada Eunice Rubem, Alanna Ludmila foi morta brutalmente.

“O rosto dela estava deformado, os braços estavam amarrados para trás e a cabeça dela estava coberta por um saco. E tudo leva a crer que ela foi enterrada viva e, com certeza, foi um crime premeditado. Foi de uma violência brutal. Estou com 19 anos de polícia e já me deparei com muita situação triste, mas essa me chocou demais, ver uma criança indefesa no quintal da própria casa, enterrada em uma cova rasa. A meu ver, pode ser que existam outras pessoas envolvidas nesse caso”, declarou a delegada.

Eunice Rubem afirmou, ainda, que a menina pode ter sido violentada, mas essa informação e outros detalhes sobre a forma como o crime foi praticado, só a perícia poderá dizer.

Imirante.com

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Ex-padrasto confessou

O ex-padrasto de Alanna Ludmila, Roberth Serejo – que declarou ter 31 anos de idade – confessou o assassinato da jovem, encontrada morta no quintal da residência da família no Maiobão, na manhã de ontem (3). Em depoimento prestado na tarde de hoje (4) no comando da Polícia Militar do Maranhão (PMMA), ele admitiu que estuprou a criança e, em seguida, a matou. Por enquanto, a polícia descarta a participação de outra pessoa no crime, incluindo a mãe da garota.

Em entrevista coletiva, o secretário de Segurança Pública do Estado (SSP), Jefferson Portela, informou que a prisão de Roberth se deu quando o mesmo tentava fugir da capital maranhense pegando uma van no quilômetro zero da BR-135. No momento em que entrou no veículo, de acordo com o secretário, ele foi reconhecido por policiais militares que estavam na van que o conduziram até o posto da PM na Estiva. “Neste momento, ele foi reconhecido e em seguida preso”, disse.

O secretário também informou que Roberth entrou na casa usando uma cópia de uma chave da casa. “Ninguém sabia que ele [Roberth] tinha essa cópia. No momento em que ele entra na casa, a criança é surpreendida”, disse. A delegada responsável pelo setor de Feminicidio da Polícia Civil, Viviane Azambuja, deu mais detalhes do crime. Segundo ela, assim que entrou na casa, a jovem estava apenas usando uma blusa e de toalha. “Ele [Roberth] a pediu para calar a boca. No momento em que ela gritou, ele tapou a boca dela e começou a violenta-la”, afirmou.

Após prestar depoimento, Roberth Serejo foi encaminhado para o Centro de Triagem em Pedrinhas, onde permanecerá por tempo determinado. Em seguida, ele permanecerá isolado em uma cela cuja localização não foi revelada pela SSP. “Tudo para garantir o isolamento desta pessoa que cometeu este crime bárbaro”, disse Portela.

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