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Leonardo Gadelha antecipa saída do INSS para evitar desgaste eleitoral

Gadelha já tinha dito a aliados que deixaria o cargo para disputar uma vaga de deputado federal nas eleições de 2018
Fábio Barbosa  |  29/11/2017 18:35
noticia Leonardo Gadelha antecipa saída do INSS para evitar desgaste eleitoral
noticia Leonardo Gadelha antecipa saída do INSS para evitar desgaste eleitoral

Temendo desgaste eleitoral com a reforma da Previdência, o presidente do INSS, Leonardo Gadelha, decidiu antecipar sua saída do governo. O executivo deve ser exonerado do cargo, a pedido, na quarta-feira, 29. No lugar dele, deve ser nomeado Francisco Paulo Soares Lopes, atualmente assessor da Presidência da Dataprev, empresa pública vinculada à Secretaria de Previdência Social.

Como mostrou o Estadão/Broadcast em 7 de novembro, Gadelha já tinha dito a aliados que deixaria o cargo para disputar uma vaga de deputado federal nas eleições de 2018. Pela legislação, ele só precisaria deixar o posto em abril. No entanto, decidiu antecipar a saída para, segundo ele, evitar desgaste com a reforma da Previdência. Ele tinha sido nomeado em julho de 2016, por indicação do líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), também responsável por indicar Lopes.

O presidente do INSS será o primeiro integrante da equipe econômica do presidente Michel Temer a deixar o governo por causa das eleições do próximo ano. Além dele, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, têm interesse em disputar a Presidência da República em 2018. O primeiro é filiado ao PSD, enquanto Rabello, ao PSC.

PREOCUPAÇÃO

Na área técnica do governo, há uma preocupação de que as negociações políticas de autoridades da área econômica para candidaturas em 2018 atrapalhem a votação das medidas econômicas para garantir o Orçamento da União de 2018 e as reformas, principalmente a da Previdência, principal aposta do governo. Ou pior: que haja flexibilização das propostas de olho em apoio futuro nas eleições.

O temor também é de que o pacote vire alvo de políticos, inclusive da base, principalmente num cenário de maior crescimento e retomada do emprego, esperados pela equipe econômica e por analistas para o segundo semestre do ano que vem.

Estadão

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