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Lei da oferta e da procura empurra preço para baixo preço de aluguel

Fábio Barbosa  |  06/01/2018 18:50
noticia Lei da oferta e da procura empurra preço para baixo preço de aluguel
noticia Lei da oferta e da procura empurra preço para baixo preço de aluguel

Até novembro do ano passado, o preço do aluguel de imóveis residenciais havia caído 3,2% até novembro, já descontada a inflação, de acordo com o FipeZap. Com a queda dos preços dos aluguéis de imóveis em virtude da dificuldade de fechar contratos, os proprietários estão abrindo mão de condomínio, contas de água e até luz. Entre outubro e novembro, o recuo foi de 0,42% em termos reais, segundo a empresa, que avalia o valor médio do metro quadrado por anúncios na internet. Em novembro, o valor médio dos aluguéis foi de R$ 28,21 por metro quadrado.

De acordo com o corretor de imóveis Luiz Conserva, se no lado profissional as coisas não estão tão boas em virtude da crise, no pessoal ele pode aproveitar a instabilidade. Rômulo Soares, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-PB), afirma que nem se trata tanto de queda do valor dos aluguéis, mas sim da aplicação da lei da oferta e da procura.

“Os contratos de locação de três anos, iniciados em 2015, onde houve o boom imobiliário no Estado, estão findando agora, em uma época onde a oferta é maior que a demanda, o que faz com que seja aplicado o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) apenas, que foi negativo. Então, está sendo dado um desconto, até porque se os valores forem reajustados em cima de contratos de 2015, quando a demanda era muito maior, vai ficar encalhado e vão alugar de outros”, conta.

Contrato

Para ele tudo depende também do tipo de contrato para que se consiga ou não vantagens na hora de alugar. “Normalmente, condomínio e energia são pagos pelo locatário, mas, no momento, é possível que haja uma negociação. Grande maioria dos imóveis prontos, para aluguel, mais acessíveis”, aponta.

Soares afirma que o mercado está reagindo, que empreendimentos estão sendo entregues, disponibilizando ainda mais imóveis diante de uma procura que, no momento, é maior para locações de temporada de veraneio. Os aluguéis de contrato só devem ser sentidos em março, quando o carnaval terminar.

Correio Online

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