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Morre radialista que foi atingida por carro alegórico no carnaval do Rio

Liza Carioca estava internada no Hospital Quinta D'Or desde a última terça-feira, quando teve seu estado de saúde agravado
Fábio Barbosa  |  30/04/2017 07:16
noticia Morre radialista que foi atingida por carro alegórico no carnaval do Rio
noticia Morre radialista que foi atingida por carro alegórico no carnaval do Rio

Uma das vítimas do acidente com o carro alegórico da Paraíso do Tuiuti morreu na manhã deste sábado. Conhecida entre os colegas de profissão como Liza Carioca, a radialista Elizabeth Ferreira Jofre foi uma das 23 pessoas atropeladas durante o desfile da escola de samba na Sapucaí, no dia 27 de fevereiro.

A profissional estava internada no Hospital Quinta D'Or desde a última terça-feira, quando teve seu estado de saúde agravado. Segundo relato da própria filha, a jornalista, que aparentava estar bem, teve uma "piora repentina" e um o quadro de anemia confirmado pelos médicos.

A Tuiuti emitiu uma nota lamentando a morte da radialista. “Profundamente consternada com o falecimento da senhora Elisabeth Jofre, a diretoria do Grêmio Recreativo Escola de Samba Paraíso do Tuiuti lamenta o ocorrido e presta as mais sinceras condolências aos familiares e amigos".

Além da agremiação, a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), a Portela e a Estácio de Sá emitiram nota de pesar. O prefeito Marcelo Crivella também prestou solidariedade à família da vítima. "Presto minha solidariedade à família e aos amigos de Elizabeth e agradeço publicamente todos os profissionais de saúde que lutaram para salvar sua vida", completou.

Envolvidos em acidente da Tuiuti podem pegar até dois anos de prisão

A delegada titular da 6ª DP (Cidade Nova), Maria Aparecida Mallet informou que os quatro indiciados por causa do acidente com o abre-alas da Paraíso do Tuiuti podem pegar de seis meses a dois anos de prisão e ainda perder a carteira de habilitação.

O diretor de Carnaval, Leandro Azevedo, o motorista Francisco de Assis Lopes, o engenheiro Edson Andrade e o diretor de alegoria, Jaime Benevides, irão responder por lesão corporal por atrolepamento.

Para a delegada, Leandro Azevedo não forneceu guias externas, rádio transmissor e nenhum equipamento necessário para o condutor dirigir com segurança. "Em decorrência da negligência e imperícia houve o acidente. Faltou cuidado, o que causou comoção social e vitimou dezenas de pessoas", declarou Maria Aparecida.

Ainda segundo ela, o motorista deveria ter informado o acoplamento que tirou sua visão ao entrar na Avenida, ou ter parado imediatamente de dirigir. De acordo com a delegada, o diretor de alegoria, Jaime Benevides, teria instigado o condutor a continuar mesmo sem visão.

Já o engenheiro, Edson Andrade, teria banalizado a segurança, segundo Maria Aparecida. "Quando o carro foi planejado, ele foi executado sem considerar a visão do condutor. Ele banalizou a segurança", afirmou.

O DIA

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