PUBLICIDADE
publicidade Câmara Municipal de Poço de José de Moura
PUBLICIDADE
publicidade Geral

Cantor Belchior morre aos 70 anos no Rio Grande do Sul

Causa da morte não foi divulgada. Corpo será trazido para a cidade de Sobral-CE, onde o cantor será enterrado
Fábio Barbosa  |  30/04/2017 13:08
noticia Cantor Belchior morre aos 70 anos no Rio Grande do Sul
noticia Cantor Belchior morre aos 70 anos no Rio Grande do Sul

De acordo com a Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, a MPB perdeu um de seus grandes nomes. O cantor e compositor cearense Belchior, de 70 anos, morreu na madrugada deste domingo (30) em Santa Cruz do Rio Grande do Sul.

O corpo deve ser trazido para o Ceará, onde ocorrerá o sepultamento na cidade de Sobral, onde o artista nasceu.O Governo do Estado do Ceará confirmou a morte e decretou luto oficial de três dias e foi o próprio governador do Estado que lamentou o ocorrido.“Recebi com profundo pesar a notícia da morte do cantor e compositor cearense Belchior.

O Governo do Estado decretou luto oficial de três dias”, escreveu em nota oficial.

Nascido em Sobral (CE), em 26 de outubro de 1946, Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes tomou gostou pela música através do estudo na escola e do contato com a cultura popular, nas ruas da cidade do interior. Aluno brilhante e leitor voraz de literatura (devorou cedo "A Divina Comédia", de Dante Alighieri), já em Fortaleza fez amigos como o compositor Fausto Nilo e estudou medicina. No entanto, optou por fazer carreira como cantor e compositor. Entre 1965 e 1970, tentou a sorte em festivais estudantis e tornou-se apresentador de um programa musical na TV local, em Fortaleza.

Em 1972, ao gravar "Mucuripe", parceria de Belchior com Fagner (na verdade uma composição do primeiro que o segundo "melhorou", bem depois de pronta), Elis Regina deu grande impulso à carreira do compositor cearense que no ano anterior havia trocado Fortaleza pelas grandes metrópoles do país — primeiro, o Rio; depois, São Paulo.

No Rio, junto a Fagner, Ednardo e outros artistas que buscavam um lugar ao sol, esteve próximo de um coletivo chamado Pessoal do Ceará. Estreou em disco solo em 1974 e, dois anos depois, a partir do segundo álbum, "Alucinação", firmou-se como grande revelação da MPB. Além de contar com um repertório excelente, o disco tinha a guitarra de Rick Ferreira, fiel escudeiro de Raul Seixas, e teve sua trajetória de sucesso favorecida por uma série de fatos. Roberto Carlos havia gravado em 1975 "Mucuripe", e Elis Regina também pinçara de seu cancioneiro "Velha roupa colorida" e "Como nossos pais".

OUÇA ABAIXO

Sucesso popular e de crítica nos anos 1970 e começo dos 80, Antonio Carlos Belchior desenvolveu uma longa e regular carreira fonográfica até 1999. Nas últimas duas décadas, mesmo sem lançar discos, tornou-se objeto de culto e viu trabalhos como o álbum "Alucinação", de 1976, serem aclamados como obras fundamentais da MPB.

De 1976 até o começo dos anos 80, Belchior viveu o auge de sua popularidade, culminando com o pop deslavado de "Medo de Avião", incluído em "Era uma vez o homem e seu tempo", álbum de 1979. Depois, teve experiências com gravadora independente, a Paraíso Discos, e até o começo dos anos 2000 tocou a carreira de maneira longe dos holofotes principais da mídia, mas com um público fiel.

O polêmico auto-exílio imposto a partir de 2009, motivado por uma separação e dívidas, levou a um afastamento total da mídia e perda de contato com familiares. Interrompido por brevíssimas reaparições, o sumiço só aumentou o culto a seu repertório, que inclui clássicos como "Galos, noites e quintais", "Paralelas", "Apenas um rapaz latino-americano" e "Todo sujo de batom".

Agências

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
publicidade Quatro Internas