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Desemprego atinge, principalmente, jovens de 14 a 24 anos

Segundo o Ipea, níveis de desemprego entre trabalhadores com carteira assinada subiram 3,72% entre 2015 e 2016
Fábio Barbosa  |  06/05/2017 20:08
noticia Desemprego atinge, principalmente, jovens de 14 a 24 anos
noticia Desemprego atinge, principalmente, jovens de 14 a 24 anos

Os jovens foram os que mais perderam emprego no Brasil em 2016. De acordo com a 62ª edição do Boletim Mercado de Trabalho, divulgado nesta sexta-feira (5) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), entre as pessoas de 14 a 24 anos, o valor médio das taxas de desemprego trimestrais subiu de 20%, em 2015, para 27,2%, em 2016. Ao mesmo tempo, os índices para outras faixas etárias também cresceram, mas em menor ritmo.

Entre os adultos de 25 a 59 anos a variação das taxas de desemprego entre 2016 e 2015, foi de 2,2 pontos percentuais, fechando o último trimestre do ano passado com taxa de 9,1%. Para a população mais idosa, acima dos 60 anos, a variaçnao foi de 1,1 ponto percentual, chegando a 3,4%. O levantamento também fez recortes por escolaridade e por região.

Na divisão por regiões, o Nordeste apresentou as maiores taxas de desemprego em 2016, chegando a 14,4% no último trimestre. Já em relação à escolaridade, a evolução mais significativa foi registrada entre estudantes com ensino fundamental completo e médio incompleto, com crescimento de 4,7 pontos percentuais nos índice entre o quarto trimestre do ano passado e o mesmo período de 2015, quando a taxa passou de 12,2% para 16,9%.

Ao mesmo tempo, os trabalhadores por conta própria mantiveram a tendência de crescimento, com variação de 1,25% na média de 2016 em relação a 2015. Os níveis de ocupação apresentaram queda em outros grupos, com exceção dos militares e estatutários, que cresceram 0,65% no período analisado. Os trabalhadores com carteira assinada registraram queda de 3,72%, enquanto os sem carteira caíram 0,35%.

De acordo com a análise do Ipea, o "cenário de queda no nível de atividade, em 2016, liderou o comportamento do mercado de trabalho, que teve piora nos indicadores de ocupação e desemprego". Por outro lado, a informalidade e o rendimento do trabalho registraram evolução "um pouco menos preocupante, sinalizando que o processo de deterioração desses indicadores estaria perdendo folêgo".

Remuneração

O rendimento real do brasileiro registrou valor médio de R$ 1.978 em 2016, apresentando queda de 2,5% se comparado ao ano anterior. Os homens tiveram diminuição de 3,3% em seu rendimento entre 2015 e 2016. No mesmo período, as mulheres tiveram perda de 1%. Na comparação por idade, os jovens novamente levaram a pior. As pessoas entre 14 e 24 anos tiveram rendimento médio 3,6% que em 2015.

Os adultos e mais velhos também registraram queda, de 3% e 2,9%, respectivamente, em relação ao registrado no ano de 2015. O boletim aponta que a informalidade registrou taxas semelhantes em 2016 e 2015, sem apresentar uma tendência de aumento ao longo de 2016.

O boletim do Ipea sobre o desemprego indica que os primeiros meses de 2017 apontam para a reversão desse cenário e tem "encorajado os analistas a projetarem para esse ano o fim do quadro recessivo do nível de atividade e inflação em queda". Segundo o instituto, caso os prognósticos sejam confirmados, é possível que o mercado de trabalho apresente recuperação ainda este ano.

Agência Brasil

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