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Raul Gazolla: 'Já estou no meu futuro, não posso fazer planos'

Com uma vida saudável, dieta balanceada e exercícios, Raul Gazolla aproveita plenamente seus 61 anos
Fábio Barbosa  |  15/05/2017 15:42
noticia Raul Gazolla: 'Já estou no meu futuro, não posso fazer planos'
noticia Raul Gazolla: 'Já estou no meu futuro, não posso fazer planos'

Raul Gazolla está muito bem, obrigado. Com uma vida saudável, dieta balanceada e exercícios, aproveita plenamente seus 61 anos. De volta ao ar como o treinador de MMA Allan, em A Força do Querer – depois de nove anos na Record e mais dois fora das novelas –, o ator abre o coração nesta entrevista. Fala sobre os três infartos que sofreu, conta de seu plano B para quando está fora da TV e diz que quer aproveitar ao máximo seu tempo. E é claro que não gosta de falar sobre o assassinato covarde da atriz Daniella Perez, com quem era casado em 1992, na época da tragédia. Mas ele não foge do assunto e se diz inconformado com a legislação brasileira.

Você já sofreu três infartos. Achou que morreria?
Nos três! Pensei: “agora estou indo”! No primeiro, não sabia que era infarto. Não poderia imaginar. Não senti dor no peito, em lugar nenhum. Só fiquei muito tonto e vomitei. Quando a médica checou o batimento cardíaco, eu estava com menos de 30 por minuto. Ela disse: “Vamos internar, pois estamos perdendo o rapaz”. O rapaz era eu! Os outros dois que eu tive aconteceram por estar treinando muito forte o jiu-jítsu e passar de 180 batimentos. O médico não me disse que não poderia passar disso... Ele falou que eu teria vida normal. Meus amigos falam: “Das sete vidas, você já gastou três”.

Como se manteve financeiramente durante os dois anos que passou fora das novelas?
Faço palestras motivacionais e trabalho com marketing de rede em um canal de TV de vendas. Comecei no ano passado. São 800 produtos como sabonete, perfume, xampu e creme. É o meu plano B. E também encenei minha peça Pressão Alta – Crônica de um Ator. Já a apresento há sete anos pelo Brasil em empresas.

Ator tem que ter plano B?
Em um momento muito difícil, se você não tem um plano B, se você não põe a mão na massa, pode passar por apertos. A nossa profissão nos traz uma vaidade, uma condição que a gente fica pensando que é desonroso ter um plano B. Nenhum trabalho é desonroso.

Chegou a ficar sem dinheiro?
Eu não me aperto por nada. Sou batalhador e guerreiro. Pode não ter me sobrado dinheiro, mas nunca me faltou. As pessoas dizem que eu tenho sorte por ser ator. Mas há um trabalho por trás disso. O plano A, de ator, é a minha peça com a qual rodo o Brasil. Meu trabalho sempre me sustentou.

Sente o peso da idade?
Às vezes, olho no espelho e digo: “cara, não acredito que tu tens 61 anos! Está muito bem”! Acho que é meu espírito jovem, o fato de gostar de esporte e ter uma alimentação saudável. Parei de comer carne vermelha aos 17 anos. A idade não está no corpo físico: está na cabeça! Treino só com gente jovem e de igual para igual. Sinto um pouco só no crossfit.

Você perdeu 10 quilos para fazer A Força do Querer. Como conseguiu?
A partir de uma certa idade, nosso metabolismo fica mais lento. Aderi a uma dieta com forte redução de calorias. Tudo com minha médica. Consegui perder 10 quilos de gordura e agora ganhei 3,5 quilos de massa magra. Estou me sentindo muito bem e vou levar isso para o resto da minha vida. O meu projeto é para agora. Já estou no meu futuro. Não sei quanto tempo de vida ainda tenho. Por mais que tenha 20, 40 anos, não posso fazer planos. Tenho três filhas e quero curti-las (Rani, de 14 anos, do casamento com Mariuza Palhares, e Milla, 19, e Luna, 21, filhas de sua atual mulher, Fernanda Loureiro, e consideradas filhas por ele).

Como você é como pai?
Eu sou o cara, aquele que leva e volta para pegar nas festas. Já me encontrei em situações engraçadas por conta disso. Uma vez, a Rani quase me matou, porque eu subi numa festa para buscá-la. Não me interessa se é mico ou não. Eu beijo, eu abraço, eu agarro. Mas elas não reclamam, são muito carinhosas.

Como é voltar para a Globo depois de 11 anos?
Qualquer personagem seria muito bem-vindo, mas a Gloria Perez me deu um papel que eu adoro, o Allan, treinador de MMA da Paolla Oliveira. Amo lutas marciais. Sou faixa preta de jiu-jítsu, campeão mundial na categoria sênior faixa marrom de 2002.

E a sintonia com Paolla?
Estou impressionado com o foco da Paolla. Vou lhe dizer: o soco da Paolla é um soco sério. Que ninguém se meta com ela, porque a colega está poderosa! (risos)

Em dezembro, completou-se 24 anos da morte da sua ex-mulher Daniella Perez...
Se a pessoa tira a vida de outra, seja qual for o motivo – banal, no caso da Dani –, e é solta, acho que é uma falha muito grande da nossa Justiça. Me deixa indignado (Guilherme de Pádua saiu da prisão em 1999, depois de cumprir um terço da pena e ter conseguido o livramento condicional).

José Mayer disse em sua defesa do caso de assédio que o machismo era da geração dele. Concorda?
Não concordo com as declarações dele. Foi um comentário infeliz. Uma defesa infeliz. Tenho três filhas e elas também não conseguiram entender. Acho que é uma coisa dele.

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