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Brumadinho: acordo é firmado com familiares de todos os trabalhadores

Familiares dos trabalhadores que morreram no rompimento da Barragem B1, da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte, já fecharam acordo de indenização com a mineradora Vale. Segundo a empresa, o acerto foi feito com entes dos 250 empregados, próprios da empresa ou terceirizados.

A empresa contabiliza mais de 680 acordos trabalhistas, que correspondem a R$ 1,1 bilhão e que envolvem 2,4 mil pessoas. As indenizações, segundo a Vale, têm como base o acordo assinado com o Ministério Público do Trabalho (MPT), com participação dos sindicatos.

Os pais dos trabalhadores, cônjuges ou companheiros(as), além dos filhos, estão recebendo pagamento de dano material e seguro adicional por acidente de trabalho, adicionado aos acordos fechados por dano moral. Segundo a Vale, os filhos que possuem até 3 anos recebem auxílio creche, enquanto aqueles que têm de 3 a 25 anos estão sendo amparados com o auxílio educação.

A mineradora também afirmou que está garantindo plano de saúde aos cônjuges ou companheiros e aos filhos até 25 anos.

No total, entre cíveis e trabalhistas, já foram firmados 5,5 mil acordos, envolvendo 11,1 mil pessoas, o que resultou no pagamento de mais de R$ 2 bilhões. Os números reafirmam o compromisso da Vale em indenizar de forma rápida e definitiva todos aqueles que sofreram algum impacto pelo rompimento da barragem ou pelas evacuações

, disse, em nota, a companhia.

Além dos acordos, a Vale também disse que criou um programa para dar assistência psicossocial aos indenizados. O Programa de Assistência Integral ao Atingido (PAIA) também oferece apoio à compra de imóveis, planejamento e educação financeira e retomada produtiva urbana e rural.

A mineradora informou que a adesão ao PAIA é voluntária e que cerca de 45% dos indenizados já se inscreveram no programa. Quase 4 mil pessoas já foram atendidas.

Ao todo, 262 pessoas que morreram em decorrência do rompimento da barragem já foram identificadas. Oito vítimas continuam desaparecidas.





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