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Morre quarto jovem vítima de explosão em churrasqueira, no PR
Márcia contou que Benitez repetiu várias vezes que havia alertado para não jogarem gasolina diretamente na churrasqueira.


Willian Silva Benítez, de 28 anos / Reprodução

A quarta vítima de uma explosão de churrasqueira em uma residência em Curitiba morreu neste domingo. Willian Silva Benítez, de 28 anos, estava internado há 17 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, na capital paranaense.

A unidade de saúde informou que Benítez morreu por complicações das queimaduras. Ele teve cerca de 80% do corpo queimado, e mais da metade dos ferimentos eram de terceiro grau.

A explosão ocorreu em um sobrado do bairro Sítio Cercado, por volta das 18h30 de um sábado. O acidente deixou seis pessoas feridas. Uma delas recusou atendimento no local.

 



O motivo da explosão ainda não foi confirmado, mas as suspeitas são de que os jovens usaram gasolina para acender a churrasqueira, segundo o Corpo de Bombeiros. O incêndio foi extinto rapidamente. O grupo Resgate Voluntário Parceiros da Vida ajudou a prestar atendimento.

Essa hipótese foi confirmada pela própria mãe de Benítez, Márcia Campos Silva. Três dias após a explosão, ela afirmou que os jovens teriam derramado combustível diretamente sobre a brasa.

Márcia contou que Benitez repetiu várias vezes que havia alertado para não jogarem gasolina diretamente na churrasqueira. Segundo a mãe, o jovem conseguiu explicar a dinâmica do acidente enquanto esperava o resgate.

O acidente também resultou nas mortes de Wemerson Souza e Gustavo Castro, ambos de 26 anos. A terceira vítima foi Larissa Petez, de 20 anos. Ela era namorada do dono da casa, Wallison Aparecido, que conseguiu pular da sacada e evitar ferimentos mais graves. Aparecido chegou a ser levado ao hospital mas já foi liberado.

AO UOL

Willian Silva Benitez, de 28 anos, havia relatado ao UOL por meio de sua mãe, Márcia Campos Silva, que havia alertado para que não fosse jogada gasolina diretamente na churrasqueira.

"Todos estavam desesperados e falaram que a gasolina causou a explosão. Eu moro na frente e cheguei bem na hora. Meu filho está todo queimado e a única coisa que pedia depois da explosão era para entrar correndo no chuveiro para aliviar a dor. Quero justiça. Já foram três mortes e meu filho está em estado muito grave no hospital", disse Márcia, na ocasião.

A explosão

Aline Emelly, uma das convidadas presentes no evento, se livrou por pouco da explosão.
 

A gente estava fazendo um churrasco normal, de fim de semana. Na hora do acidente, por sorte, eu tinha acabado de levar o meu celular para carregar, na parte de baixo do sobrado, e a explosão na churrasqueira foi no andar de cima. Foi tudo muito rápido e como não tinha muita mobília perto, o fogo não se alastrou muito", disse ela, ao UOL.

Parte dos convidados da confraternização estavam próximos à churrasqueira fumando narguilé, quando as chamas do objeto foram ampliadas com uso de gasolina, de acordo com a Polícia Civil do Paraná. Especialistas que conversaram com o UOL apontam que os químicos presentes nos cachimbos d'água árabes podem ter contribuído para a intensidade das queimaduras das vítimas.




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