GERAIS

E se a escravidão não tivesse existido?

Desde meados de 1526, a escravidão era praticada na América do Norte, com os africanos chegando aos Estados Unidos (EUA) por meio das mãos de espanhóis que os transportaram. No entanto, a indústria do tráfico negreiro conheceu seu apogeu a partir de 1700, quando o país se viu economicamente dependente do trabalho escravo para continuar prosperando.

Não é para menos que os EUA foram construídos "nas costas" desses homens e dessas mulheres, que foram torturados e mortos por pessoas brancas. Hoje, a escravidão é chamada de "o pecado original da América", deixando raízes tão profundas que ainda fazem parte da modernidade.

Em questão estatística, uma pesquisa feita pelo Pew Research Center, realizada em janeiro de 2019, indicou que 63% das pessoas negras acreditam que o legado da escravidão afeta sua posição na sociedade americana.

Nós vivemos isso. Hoje, na América, não somos livres. Estamos sobrecarregados por uma história de desigualdade racial e injustiça. Isso nos compromete e restringe. O legado criou uma sombra que mina muitos de nossos melhores esforços para chegar a algo que pareça justiça

, escreveu o advogado e ativista Bryan Stevenson em entrevista ao TED-ED, em 2017.

Para ele, o grande mal da escravidão foi a narrativa da diferença racial, baseada na ideologia da supremacia branca criada para fazer todos se sentirem confortáveis em meio a essa situação de violência e exploração.




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