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Manual: como escrever um romance?

Não é dom...
–Amanda Lobos/Superinteressante é técnica. Criar frases e parágrafos claros e concisos e estruturar uma boa narrativa são capacidades que podem ser aprendidas. Leia manuais de escrita e treine o seu olhar para notar os detalhes técnicos de grandes obras, como os arcos de cada personagem e as pontas soltas amarradas no final. Pessoas de mentira
–Amanda Lobos/Superinteressante Tempo, enredo e cenário são importantes, mas seu livro não será nada sem um bom protagonista. Paixões e conflitos internos bem pensados prendem mais o leitor do que uma trama mirabolante. Brás Cubas, personagem de Machado, levou uma vida banal - mas fascinante. RelacionadasComportamentoManual: como ler mais?17 out 2019 - 16h10CulturaComo ler “Guerra e Paz” e outros clássicos da literatura russa?16 jul 2021 - 15h07ComportamentoComo organizar livros na estante24 ago 2018 - 18h08 Crie uma sinopse
–Amanda Lobos/Superinteressante Continua após a publicidade Concisa, ela deve resumir, em uma única frase, todo o livro. Depois, faça um resumo de uma página, detalhando a trama. Por fim, escreva um resumo expandido. Só depois parta para o romance. Tente também responder: Por que sou eu que devo contar essa história, e não outra pessoa? Qual visão única eu darei a ela? Treine (bastante)
–Amanda Lobos/Superinteressante Faça exercícios de escrita. Você pode, por exemplo, reescrever um conto do ponto de vista de outro personagem - ou mudando o tipo de narrador. Isso vai ajudá-lo a encontrar a melhor voz para aquela trama. Participe de oficinas de escrita criativa e troque figurinhas com outros aspirantes a autor. Terminou o seu livro? Então -Procure alguém qualificado (e sincero) para revisar o seu livro. Não vale amigo que só sabe elogiar. Incomuns no Brasil, agentes literários oferecem uma visão comercial - e sugerem alterações. -Informe-se sobre como cada editora avalia um manuscrito (a maioria pede o livro completo; outras aceitam resumos). Fazer contatinhos no mercado editorial facilita as coisas, claro. -Não se restrinja a editoras famosas: mande para quantas puder, sobretudo aquelas especializadas no gênero da sua história. Existem casas com foco em ficção científica, fantasia, poesia etc. -Participe de concursos literários. Obter uma boa classificação (ou menção honrosa) pode ser um chamariz para editoras, que vão considerá-lo com mais atenção. Cuidado com concursos picaretas. Fonte: Luiz Antonio de Assis Brasil, criador da Oficina de Criação Literária da PUC-RS e autor do livro Escrever ficção: Um manual de criação literária (Companhia das Letras).
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