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Doença mão-pé-boca: o que é, diagnóstico, sintomas e tratamento

O que é? A síndrome mão-pé-boca é causada pelo vírus Coxsackie, que ataca o aparelho digestivo. Ela é altamente contagiosa. Sua principal característica é a formação de pequenas bolhas na pele desses três locais do corpo - daí o nome da doença. Pode acometer adultos, mas é mais frequente em crianças, principalmente nos menores de 5 anos. Os sintomas duram cerca de uma semana. “A transmissão pode ocorrer dias antes do início da manifestação da doença até semanas após a infecção. O vírus transita por via respiratória ou pelas fezes da pessoa infectada”, explica Maíra Mastrocola de Campos Leite, pediatra e alergologista e imunologista pediátrica das clínicas Espaço Médico Descomplicado e Eludicar. Vale lembrar que a falta de higiene das mãos pode contaminar superfícies, facilitando a transmissão também pelo contato com certos objetos. + LEIA TAMBÉM: Volta às aulas presenciais: saúde e vacinas da criança devem estar em dia Principais sintomas do mão-pé-boca A febre e a dor de garganta vêm associadas a lesões vesiculares (pequenas bolhas) na boca, nas mãos e nos pés. Ainda podem ocorrer náuseas, vômito e diarreia. “As lesões orais são como aftas e ficam bem doloridas, por isso as crianças têm dificuldade de comer e até de tomar líquidos”, relata a pediatra. É possível que as bolhas apareçam em outras partes do corpo, como cotovelos, tornozelos, glúteos e genitais - mas não é tão comum. Há casos de descamação das mãos e dos pés, além de descolamento da unha, de três a oito semanas após a infecção aguda. Continua após a publicidade
Além de pequenas bolhas nos pés, nas mãos e na boca, crianças podem ter febre e mal estar.Foto: GI/Getty Images Diagnóstico Devido às características das lesões e dos sintomas, um exame clínico do pediatra pode ser o suficiente para detectar a doença. Em caso de dúvidas ou se houver semelhanças com outros quadros, o médico pode solicitar exames de sangue. + LEIA TAMBÉM: Me vacina, mãe! Tratamento Como a doença é autolimitada (tem começo, meio e fim), o tratamento tem apenas o intuito de aliviar os sintomas. São utilizados analgésicos e antitérmicos, por exemplo. A internação se faz necessária quando a criança sofre desidratação por causa da dificuldade de ingerir líquidos. Contudo, essas situações são raras. Prevenção Como ainda não existe vacina contra o vírus Coxsackie, o jeito é evitar a transmissão. É preciso tomar todas as medidas de higiene, principalmente durante as trocas de fralda dos pequenos, e reforçar o hábito da lavagem das mãos entre as crianças maiores. Nesse período, outras medidas de proteção importantes são caprichar na limpeza de objetos e dos ambientes da casa, fora evitar beijos e abraços. A criança doente deve ficar em casa, afastada da escola, durante o período indicado pelo médico. RelacionadasMedicinaVacina da Covid-19 em crianças: tudo o que você precisa saber5 nov 2021 - 17h11FamíliaComo diferenciar gripe, resfriado ou Covid-19 em crianças?2 ago 2021 - 15h08MedicinaDoença rara: a luta das crianças-borboleta por uma vida mais digna18 nov 2021 - 19h11 Continua após a publicidade




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