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Suspeito de trair Anne Frank é identificado após 77 anos

Após uma nova série de investigações, o homem suspeito de trair Anne Frank e sua família e entregá-los para os nazistas foi identificado após 77 anos. A jovem judia famosa pelos seus diários morreu em um campo de concentração em 1945, com apenas 15 anos de idade e após passar 2 anos escondida.

Seus textos, publicados após a sua morte, tornaram-se os relatos em primeira mão mais famosos das agressões aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. O trabalho de perícia do caso foi feito por uma equipe de historiadores e outros especialistas, que passaram seis anos usando técnicas modernas de investigação para desvendar o caso.

Revelando o suspeito


(Fonte: Wikimedia Commons)

De acordo com os pesquisadores, Arnold van den Bergh, uma figura judia que vivia em Amsterdã, provavelmente foi o responsável por entregar os Frank para os nazistas em uma tentativa de salvar sua própria família. O homem era um membro do Conselho Judaico da capital holandesa, um grupo de pessoas forçadas a implementar a política nazista em áreas judaicas das cidades.

Mesmo assim, o conselho foi dissolvido em 1943 e seus membros foram enviados para os campos de concentração. A investigação contou com algoritmos de computador para procurar conexões entre muitas pessoas diferentes naquela época, algo que levaria milhares de horas para ser feito pelos seres humanos.

Leia mais sobre guerras no Mega CuriosoSegundo o estudo, Van den Bergh, por sua vez, não foi mandado para o campo e permaneceu vivendo uma vida normal para a época. Também existia a suspeita de que um membro do Conselho Judaico esteve passando informações para os nazistas durante o tempo todo a respeito de refugiados e demais atividades.

Profundidade das investigações


(Fonte: Wikimedia Commons)

Em entrevista à CBS, o investigador e ex-agente do FBI Vince Pankoke falou mais sobre o caso.

Quando Van den Bergh perdeu toda a sua série de proteções isentando-o de ter que ir aos campos, ele teve que fornecer algo valioso aos nazistas com quem teve contato para que ele e sua esposa ficassem seguros naquele momento

, comentou.

Apesar do fato de outro judeu ter entregue Anne Frank e sua família sempre ter dificultado as investigações, existem indícios de que Otto, pai da menina, já tinha ideia sobre o acontecido e preferiu manter a informação em segredo. Nos arquivos de um investigador anterior, eles encontraram uma cópia de uma nota anônima enviada a Otto Frank identificando Arnold van den Bergh como seu traidor.

Em declaração oficial, a Casa de Anne Frank se disse impressionada com o trabalho dos investigadores. Seu diretor executivo, Ronald Leopold, acrescentou que a nova pesquisa

gerou novas informações importantes e uma hipótese fascinante que merece mais pesquisas

.




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