SAÚDE | VARIANTES

Ômicron corresponde a 99% dos casos de Covid-19 no Ceará
Ao todo, foram analisados 966 exames positivos para o novo coronavírus, entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022.


Reprodução/Getty Images

Em meio ao cenário da alta de casos da Covid-19 no Estado, a Rede de Vigilância Genômica da Fiocruz Ceará analisou 966 exames positivos para o novo coronavírus, entre 1 de dezembro de 2021 e 22 de janeiro de 2022. Após um mês desde a chegada da variante no Ceará, a Ômicron já representa mais de 99% dos casos confirmados para a doença.

Segundo o relatório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os dados não indicavam nenhuma circulação da variante até a terceira semana de dezembro de 2021. Repentinamente, cerca de 34% dos testes apresentaram resultados positivos para a Ômicron. 

 
Já na semana entre o Natal e o Ano Novo, a proporção subiu para acima de 78% dos testes, atingindo mais de 97% dos casos positivos na primeira semana de janeiro deste ano. Nesse período, o número de amostras detectáveis no laboratório avaliado também tiveram aumento de mais de 30 vezes. Os números saltaram de 45 amostras positivas por semana para mais de 1500 amostras.

Por fim, na terceira semana epidemiológica de 2022, com dados coletados até o último sábado (22), a prevalência da Ômicron é "praticamente absoluta", representando mais de 99% dos testes averiguados.

"Dados equivalentes baseados em análises realizadas pela técnica de NGS (Sequenciamento de Alta Performance), que identifica mutações, variantes e sublinhagens do vírus, confirmaram os resultados destes exames moleculares de inferência, apresentando concordância em mais de 99% das comparações. Em um curto período, a variante Delta praticamente desapareceu de circulação".

ANÁLISE DAS AMOSTRAS

A análise dos testes foi realizada em parceria com o Laboratório de Biologia Molecular do Hemoce, um dos laboratórios parceiros da Rede Genômica, que atende especialmente casos encaminhados por hospitais e unidades de saúde da rede pública do Ceará.

As amostras foram coletadas por meio do teste de inferência molecular por RT-PCR, capaz de detectar mutações características da variante Ômicron. Conforme a Fiocruz, os resultados das análises já foram enviados à Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) e à Rede Genômica da fundação.


"A presença da variante Ômicron está diretamente relacionada ao aumento abrupto na taxa de positividade dos testes, que subiu de 3% para mais de 64% em um curto período".

O relatório também incluiu os dados do Laboratório de Biologia Molecular da Unidade de Apoio ao Diagnóstico da Covid-19 da Fiocruz (UNADIG-CE), que por sua vez recebe amostras das unidades de saúde de Fortaleza e do interior do Ceará. 




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