SAÚDE

Hospital Regional no sertão enfrenta dificuldades com alta lotação em todas as áreas
Diretor técnico do Complexo, Pedro Augusto, disse que a unidade teve um ambiente tranquilo em novembro e dezembro, mas em janeiro começou o agravamento.


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O Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC), no Sertão da Paraíba, está com dificuldades para lidar com a alta procura de pacientes não só com Covid, mas com outros problemas que exigem acompanhamento médico.

O diretor técnico do Complexo, Pedro Augusto, disse que a unidade teve um ambiente tranquilo em novembro e dezembro, mas em janeiro começou o agravamento com o aumento dos casos de Covid e da gripe, além de uma crescente demanda por pacientes que necessitam de cirurgias e internações por outros problemas.

 

No plantão do último final de semana, por exemplo, a gente teve um aumento de quase 50% nos atendimentos de Urgência e Emergência  em relação ao final de semana anterior e realizamos 26 cirurgias, sendo 20 de emergência e boa parte deste pacientes precisaram ficar internados para cuidados posteriores", explica o médico

"Por mais esforços que a nossa equipe faça para remanejar leitos e colocar leitos extras, é preciso reiterar que nossa capacidade é de 156 leitos, dos quais 130 se destinam a internação em vários setores da unidade, incluindo os pacientes com Covid, e 26 leitos  destinados à Urgência e Emergência", afirmou o diretor geral do CHRDJC, Francisco Guedes, lembrando que quando não há mais leitos disponíveis, só sendo possível admitir novos pacientes com a alta dos que estão internos.

Outras questões que também limitam a disponibilidade e rotatividade de leitos é a longa permanência de pacientes em UTIs e Enfermarias.
 

Atualmente, temos pacientes que estão na UTI há 39 dias e até um paciente que completou 107 dias de internação na UTI Covid", afirma a Chefe do Núcleo Médico do Complexo, Jaquelline Andrade, que acompanha o fluxo nas UTIs cotidianamente.

Nas enfermarias, também há pacientes que já estão no hospital há 22 dias. "Só a vacância e rotatividade de leitos nas situações de alta médica, de transferência ou de óbitos", reitera a médica.

 
O diretor do Complexo, Francisco Guedes, explica que várias ações internas já foram adotadas para minimizar essa questão da falta de leitos frente à essa alta demanda de pacientes que necessitam de internação.
 

Uma das enfermarias do Hospital do Bem com 11 leitos, foi direcionada para acolher os pacientes da Ortopedia, essa semana colocamos cinco leitos extras na área vermelha, aumentando a capacidade de atendimento para nove pacientes, já que lá já existiam quatro leitos, redirecionamos pacientes de clínica cirúrgica para o setor de ortopedia, entre outras ações".






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Sousa - PB