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EUA têm 100 bombas atômicas em bases militares na Europa


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A B61 é um dispositivo "de gravidade", ou seja, ela deve ser liberada mais ou menos sobre o centro do alvo. Mas não requer o uso de bombardeiros: é bem compacta e pode ser facilmente transportada por caças como o F-15E (veja exemplo no vídeo abaixo, gravado durante um teste de voo).

 
Ela possui uma característica interessante: é de potência variável, podendo ser ajustada antes do lançamento - caso desejado, sua força pode ser reduzida a 'apenas' 0,3 kiloton. Isso é feito controlando o fluxo de trítio, um isótopo do hidrogênio, dentro da bomba. O conceito por trás das bombas nucleares de baixa potência é assustar o oponente, sinalizando uma possível intensificação do conflito - e fazer com que ele recue. Isso em teoria, claro.

As 100 bombas ficam em países membros da OTAN, mas essas nações não têm o controle sobre elas: as bases são operadas pelos EUA, e para armar as bombas é necessário ativá-las por meio do sistema Permissive Action Link - fornecendo códigos secretos que ficam em poder americano. França e Reino Unido, que fazem parte da OTAN, possuem arsenais próprios.

 
O arsenal americano de 100 bombas na Europa já seria mais do que suficiente para uma grande guerra nuclear. Mas é muito menor do que já foi: na década de 1970, os EUA e a OTAN chegaram a ter 7.300 artefatos nucleares espalhados pelo Velho Continente.




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