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Tigres dentes-de-sabre podem ter mantido os caninos escondidos dentro da boca

Quando você pensa em um tigre dentes-de-sabre, a imagem que vem à sua cabeça é a de um felino com dentes assustadores que, de tão compridos, não cabem na boca. Geralmente, as representações artísticas do animal pré-histórico são assim - mas talvez estejam erradas.

Essa foi a conclusão de um estudo publicado na revista Quaternary Science Reviews. Seus autores defendem que ao menos uma espécie de tigre dentes-de-sabre (a Homotherium latidens, extinta há 10 mil anos) mantinha seus caninos escondidos quando estava de boca fechada.

RelacionadasComo era a anatomia de um tigre dentes-de-sabre?Tigres são criados para virar comida no LaosTigre de zoológico de Nova York testa positivo para Covid-19 Muito do que se sabe sobre a dentição do tigre dentes-de-sabre vem de fósseis e dissecações de grandes felinos modernos. E, segundo os autores do novo estudo, as dissecações têm um problema: como os músculos que controlam os lábios dos animais estão relaxados, a boca fica em uma posição especial.

Então, Antón começou a se perguntar se as representações do felino não estavam erradas. Ele e uma equipe de cientistas tentaram a coletar o máximo de informações possível: fizeram uma tomografia computadorizada em 3D de um fóssil de Homotherium latidens, revisaram dissecações e observaram grandes felinos modernos (como leões, leopardos e tigres).


Os resultados dessas análises indicaram que não havia espaço para o lábio inferior desse felino pré-histórico se encaixar entre a gengiva e os caninos superiores, fora da boca. Mas havia espaço para que esses dentes ficassem escondidos na boca, contra a parte fechada da mandíbula.


Acredita-se que os caninos desse tigre tinham cerca de 7 centímetros de comprimento - enquanto os do maior tigre dentes-de-sabre, Smilodon fatalis, poderiam ter até 15. Diferente espécies teriam apresentado tamanhos variados de dentes, que podem ou não ter se encaixado dentro de suas mandíbulas.




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