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Japão testa turbina submarina que usa correntes marinhas para gerar energia

A ideia é estender o Kairyu para transformá-lo em uma estrutura gigantesca, de 330 toneladas, que será capaz de gerar 2 megawatts de energia. A expectativa é que esta primeira usina de correntes marinhas esteja operacional, de forma realmente viável, até 2030.

O protótipo Kairyu consiste em uma estrutura de 20 metros de comprimento, acompanhada por um par de cilindros de tamanho semelhante.

Cada um dos cilindros possui um sistema de geração de energia conectado a uma turbina de 11 metros de comprimento.

O aparelho fica ancorado no fundo do mar, mas flutuando cerca de 50 metros abaixo da superfície. O cabo da âncora também serve para transportar a energia gerada até o continente.

O dispositivo pode ser movido, levantado ou abaixado, para encontrar a orientação da corrente mais eficiente para a geração de eletricidade.

A força da água faz girar as lâminas da turbina, colocadas em direção oposta, o que, juntamente com uma série de sensores de posição, faz com que o dispositivo permaneça relativamente estável, apesar dos movimentos dramáticos da água na área.

Quando estiver pronta, a nova superturbina será colocada na chamada corrente Kuroshio, uma corrente oceânica que flui do leste da costa japonesa na direção nordeste, a uma velocidade de 1 a 1,5 metro por segundo.

A empresa por trás do projeto estima que, se toda essa energia da corrente oceânica presente pudesse ser aproveitada por geradores similares ao Kairyu, seria possível gerar cerca de 200 gigawatts de eletricidade, algo como 60% do que o Japão consome atualmente.

Apesar do interesse global nessa fonte de energia renovável relativamente subutilizada, tentativas anteriores de extrair eletricidade das marés, ondas e correntes do oceano aberto acabaram fracassadas.

Entre os principais obstáculos estão os elevados custos de construção de uma estrutura deste tipo e a sua colocação em mar aberto, os problemas ambientais que pode gerar e os perigos da proximidade entre as zonas costeiras e a rede elétrica.

As próprias características físicas das correntes marítimas são um problema para a ideia: Elas tendem a ser mais fortes perto da superfície, que é também a área onde é mais sentida a força dos tufões que geralmente atingem o Japão todos os anos e que podem afetar a turbina.




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