SAÚDE

Nove pessoas morreram por dengue e chikungunya na Paraíba em 2022


Imagem: Agência Brasil

Nove pessoas já morreram vítimas da dengue e chikungunya na Paraíba. A informação é da secretária estadual de Saúde, Renata Nóbrega. De acordo com a gestora, os altos números de casos de arboviroses registrados no Estado têm preocupado a Saúde porque eles podem evoluir para formas graves das doenças.

A secretária orientou a população a não fazer automedicação ao sentir sintomas das doenças que, às vezes, pode se confundir.

"A população fica recomendando fazer o uso de corticóides que não é recomendado para chikungunya na primeira semana. O nosso alerta é não fazer uso de medicação sem orientação médica. A sinalização é que vá a uma unidade de saúde da família ou a uma unidade hospitalar", sugeriu em entrevista ao programa Hora H, da Rede Mais Rádio.

 
Além da dengue e chikungunya, a Paraíba também tem acompanhado com atenção as infecções por zika que pode causar microcefalia em fetos. Dez grávidas do Estado com a doença estão sendo monitoradas.

Casos em alta em João Pessoa

A Prefeitura de João Pessoa registrou 5.999 casos notificados (clinicamente confirmados) de arboviroses no período de janeiro até 28 de junho deste ano. Desse total, 4.684 (78,1%) são casos de dengue, 1.162 (19,4%) de chikungunya e 153 de zika vírus. (2,5%). Para conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor das arboviroses, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tem realizado uma série de ações nos bairros da Capital.

De acordo com a gerente de Vigilância em Saúde da SMS, Raquel Moraes, as ações priorizam as áreas mais propensas ao desenvolvimento do mosquito vetor. "Os agentes de endemias realizam visitas domiciliares. Durante essas visitas, repassam instruções preventivas e, quando localizados focos, fazem a eliminação, utilizando larvicidas. No caso de ambientes mais extensos, é feita a aplicação com bombas perifocais que permitem amplo alcance", explicou.

 
Além das visitas às residências, a SMS tem realizado um trabalho de conscientização dos pacientes que chegam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) com suspeita de arboviroses, intensificação do Disque Dengue e a criação de uma comissão intersetorial formada por agentes ambientais, representantes de construtoras, igrejas e outros setores.




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