GERAIS

Suíça inaugura maior bateria de água do mundo

Quando há excesso de produção de energia, sobretudo de fontes renováveis, como eólica e solar, o excedente de energia é usado para bombear água do lago inferior para o lago superior.

Quando a energia é necessária, basta liberar a água do lago superior, que descerá para o lago inferior, mas antes passando por turbinas iguais às das hidrelétricas, produzindo eletricidade.

Segundo a empresa Nant de Drance, que gastou US$ 2 bilhões e 14 anos para construir o reservatório de energia, a bateria de água pode armazenar 20 kWh, o equivalente a 400.000 baterias de íons de lítio usadas em carros elétricos.

São necessários menos de 5 minutos para a usina parar de bombear água em velocidade máxima e começar a girar as turbinas também a plena capacidade; e menos de 10 minutos para mudar do modo turbina para o modo bomba.

As seis turbinas podem gerar até 900 MW de eletricidade, sendo que o lago superior, o Velho Emosson, pode fazer as turbinas girarem por 20 horas antes de esvaziar.

Embora sejam pouco conhecidas, as baterias de água são usadas há séculos, inclusive na Suíça.

Mas só mais recentemente, com a ampliação do uso da energia solar e energia eólica, o conceito passou a se tornar interessante para exploração em larga escala, devido à intermitência dessas fontes renováveis de energia.

Nessa linha, as hidrelétricas de bombeamento figuram entre as alternativas mais promissoras, ao lado das baterias de fluxo, que armazenam a eletricidade em compostos químicos.

Recentemente, a China anunciou projetos para alcançar 270 GW de armazenamento em hidroenergia bombeável até 2025.




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