POLICIAIS

Mãe de Henry Borel passa mal em presídio e é internada
Monique Medeiros foi diagnosticada com infecção urinária e deve ficar internada por três dias ao Hospital Penal Hamilton Agostinho.


Reprodução

Mãe do menino Henry Borel, a professora Monique Medeiros foi encaminhada para atendimento médico na madrugada desta segunda-feira, 12. Ela sentiu dores abdominais após urinar e foi diagnosticada com uma infecção urinária. De acordo com o G1, a informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap).

 
Monique está presa no Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, na Região Metropolitana, desde quinta-feira, 8. Ela foi encaminhada ao Hospital Penal Hamilton Agostinho, dentro do próprio Complexo Penitenciário de Gericinó.

A previsão é de que Monique siga internada por pelo menos três dias no local para acompanhamento e para receber a medicação recomendada.

Na quinta-feira, 8, o vereador carioca Dr. Jairinho (sem partido), padrasto da criança, e Monique foram presos por suspeita de homicídio duplamente qualificado – com emprego de tortura e sem chance de defesa para a vítima. Eles também são suspeitos de atrapalharem as investigações e ameaçarem testemunhas para combinar versões.



Relembre o Caso Henry

- Henry foi levado ao hospital na madrugada de 8 de março. Ele estava no apartamento em que Monique, mãe do garoto, vivia com Dr. Jairinho;

- Os dois alegaram que o menino sofreu um acidente, ao cair da cama, e que o encontraram "desacordado e com os olhos revirados e sem respirar";

- Dr. Jairinho pressionou o hospital para liberar o corpo sem que fosse para perícia no IML;

- No dia seguinte ao enterro do filho, Monique, a mãe da criança, passou a tarde no salão de beleza de um shopping na Barra da Tijuca;

- Os laudos da necropsia de Henry e da reconstituição no apartamento do casal afastam a hipótese de acidente;

 
- O documento informa que a causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática [no fígado] causada por uma ação contundente [violenta];

- Embora o inquérito ainda não tenha sido concluído, a polícia acredita que Henry foi assassinado;

- A polícia diz que, semanas antes de ser morto, Henry passou por pelo menos uma sessão de tortura com chutes e tapas cometidos por Jairinho. A mãe, Monique, sabia do ocorrido;

- 17 testemunhas foram ouvidas no inquérito que apura o caso. Prestaram depoimento familiares, vizinhos e funcionários do casal;

- Em depoimento, uma ex-namorada de Jairinho relatou que ela e a filha sofreram agressões por parte do vereador;

- Os celulares e laptops dos dois (do vereador e da professora) e de Leniel Borel, pai do garoto, foram apreendidos e passam por perícias;

- Nesta quinta, 8 de abril, Dr. Jairinho e Monique foram presos temporariamente, suspeitos de tentar atrapalhar as investigações;

- Mensagens entre babá e mãe comprovam que Monique sabia das agressões pelo menos desde 12 de fevereiro;

- Seis dias depois de saber das agressões pela babá, Monique relatou à prima pediatra que Henry chegava a vomitar e tremer quando via Jairinho;

- Laudo dos peritos descarta queda acidental e encontra 23 lesões no corpo do menino.




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