POLÍTICA

Datafolha: Maioria da população apoia impeachment de Bolsonaro


Fábio Vieira/Metrópoles

Nova rodada da pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 10, aponta que 54% dos brasileiros são a favor da abertura de um processo de impeachment contra Jair Bolsonaro (sem partido) na Câmara dos Deputados.

 
Esta é a primeira vez, desde que o Instituto começou a questionar os brasileiros sobre o assunto, em abril de 2020, que a maioria dos entrevistados diz ser favorável à ação. Na pesquisa, apenas 42% disseram que são contra a abertura do processo.

Na última rodada da pesquisa, realizada entre 11 e 12 de maio, 49% diziam apoiar a abertura de um processo de impedimento do presidente, com 46% se manifestando contra – o que configurava um empate técnico, levando em consideração a margem de erro de dois pontos percentuais. Agora, no entanto, a diferença é maior.

Manifestações

Somam-se a isso o aumento da frequência e amplitude dos protestos de rua contra o presidente, além do superpedido de impeachment entregue ao Congresso em 30 de junho.

O documento conta com as assinaturas de políticos de diferentes campos ideológicos, como o deputado liberal Kim Kataguiri (DEM-SP), a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PT-PR), e a ex-bolsonarista Joyce Hasselmann (PSL-SP).

A decisão sobre o encaminhamento do processo de impedimento de Bolsonaro cabe ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), prócer do centrão, aliado de Bolsonaro, que até o momento não sinalizou nessa direção.

Segundo a pesquisa do Datafolha, o perfil que mais defende o impeachment é composto por mulheres (59%), jovens (61%), mais pobres (60%, no grupo mais volumoso da estratificação econômica da pesquisa, 57% da amostra) e moradores do Nordeste (64%).

Os índices mais altos de quem aprova o impeachment são encontrados entre os que se declaram pretos (65%) e homossexuais ou bissexuais (77%).

 
Com relação ao apoio ao presidente, o perfil se mantém representado pelos mais velhos (49% de rejeição a processo), evangélicos (56%), quem ganha de 5 a 10 salários mínimos (62%), mais ricos (59%) e empresários (68%, mas um grupo com apenas 2% da amostra).

O histórico da pesquisa se repete quanto ao recorte regional. A rejeição ao impedimento de Bolsonaro ganha por 52% a 46% no Norte e Centro-Oeste. No Sul ela registra empate, com 49% para cada lado — essas ainda são as regiões mais bolsonaristas do país.




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