POLÍTICA | EM SOUSA

André Gadelha diz que em 2020 defendeu a candidatura única de Tyrone


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Uma das declarações proferidas pelo ex-prefeito de Sousa e pré-candidato a deputado estadual, André Gadelha (MDB), surpreendeu a todos que estavam na audiência do programa Progresso Agora, na Progresso 103,5 FM, desta quarta-feira, 21. André disse que se dependesse dele, nas eleições municipais de 2020, o então candidato à reeleição, “Fábio Tyrone (Cidadania), seria candidato único”.

Pontuando alguns acontecimentos já do conhecimento público e outros nem tanto sobre o processo eleitoral municipal de 2020, quando Fábio Tyrone se reelegeu prefeito de Sousa com uma votação expressiva que impôs cerca de 15 mil votos de diferença ao candidato do Grupo, Leonardo Gadelha, André fez a revelação:
 

Sim. Defendi a candidatura única porque tinha certeza que ele (Tyrone) não conseguiria os 50% mais 1 dos votos. E assim perderia para ele mesmo”, explicou.

 
André ainda destacou que naquela ocasião havia desentendimento no Grupo sobre a chapa certa da oposição:

“Como já tinha decido bem antes que não era candidato, o nome que defendia até porque as pesquisas já adiantavam que ele venceria as eleições era do médico José Célio que depois veio a desistir. O nome mais convincente era o de Leo, mas ele não demonstrava convicção. O tempo passava e tínhamos um impasse. A minha tese de chapa única foi descartada. Foi quando Dalton Gadelha resolveu formar a chapa com Leo e Miriam. Coisa que só fiquei sabendo depois”.

Ao ser indagado sobre o que explicaria a derrota por mais de 14 mil votos, se mais por erros da oposição ou se por competência do adversário (Tyrone), o ex-prefeito destacou:

“Os nossos erros não foram suficientes para uma derrota. Acredito que a população estava muito mais preocupada com essa pandemia do que muito mais interessada em eleições”.

A cerca de uma informação na qual André Gadelha teria declarado apoio a candidatura de deputado federal de Murilo Galdino, irmão do presidente da Assembleia Legislativa, e que por isso teria sido chamado de incoerente, inclusive, por sua prima, Miriam Gadelha, André justificou:

“Há ai uma confusão no entendimento do que eu falei. Me refiro a apoiar Murilo Galdino em regiões que eu tenho dificuldades para conquistar votos. Ou seja, fora de Sousa. É assim com boa parte dos candidatos. O estado é grande”, porém, deixou claro que tem pressa e que precisa que o resto da família se defina em relação a candidatura de deputado federal:

"Agora, é preciso que saibam que eu não posso ficar refém da demora. Eu quero fazer dobradinha em Sousa com alguém do Grupo, caso contrário vou partir pra uma definição. Hoje mesmo, conversei com Leo e disse a ele que esperava até setembro. Se ele não for candidato vou me definir pra federal também em Sousa.

Perguntado a André se na desistência de Leonardo Gadelha ele assumiria compromisso com Dalton Gadelha, o ex-prefeito respondeu curto e direto: “Neste caso, precisaremos conversar”.

Candidatos de Sousa

Por vezes seguida, durante a entrevista, André Gadelha conclamou a eleitorado de Sousa a se decidir por “filhos de Sousa” em relação às candidaturas de deputado estadual:

“Será que vamos mais uma vez amargar o fato de não termos um representante na Assembleia Legislativa. Não é mais admissível que, por exemplo, Cajazeiras tenha três deputados estaduais e Sousa nenhum. Não é concebível que candidatos venham de Cajazeiras e levem de Sousa uma expressiva quantidade de votos, quando nunca se viu isso acontecer lá em Cajazeiras com candidatos de Sousa. E, claro, a cidade perde muito com isso”.

Inelegibilidade

André Gadelha questionou as informações sobre a possibilidade de não registrar candidatura a deputado estadual devido o Tribunal de Contas ter rejeitado suas contas do ano de 2016:

“O Tribunal de Contas rejeitou as minhas contas de 2016 apenas porque deixei de aplicar um percentual de 25% em educação. A decisão, da qual já recorri, não fala em desvio de dinheiro, coisa do tipo. Existem pagamentos na área de educação que o TC não considerou e outros que não analisou. E o nosso recurso se baseia nisso. Outra, um projeto de lei foi aprovado na Câmara, com apreciação agora do Senado, que em termos de penalidade, onde se entra também a inelegibilidade, separa o gestor que deixou de aplicar recursos daquele que desviou recursos”.

 
Ao fechar a entrevista, André Gadelha estabeleceu à administração do Prefeito Fábio Tyrone uma nota zero. Segundo ele, baseado no fato do Tribunal de Contas ter rejeitado as contas de Tyrone de anos pretéritos. E acrescentou fazendo um desafio a Fábio Tyrone:

“Antes que me perguntem a maioria de votos na campanha passada não contam porque ele (Tyrone) é ruim de transferir votos. Quero ver nas eleições que vem se ele transfere essa votação para os candidatos dele.




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