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Existiam indígenas no território japonês antes da população atual?

A maneira como pessoas das Américas pensam na origem de seus países está fortemente atrelada a um evento único de contato entre culturas: navegantes europeus com tecnologia avançada encontram nativos caçadores-coletores - e então massacram essas etnias locais com armas e doenças como varíola e sarampo. Para não falar no trágico encontro de Hernán Cortés com o Império Asteca.

No Velho Mundo, não foi assim. Indianos e chineses, por exemplo, ocupam seus territórios originais há milênios e adquiriram tecnologia
e organização social complexa aos poucos. Muitas culturas asiáticas nasceram de um amálgama de migrações muito antigas, pré-históricas. E mesmo quando um império subjugava os demais, como os mongóis fizeram no século 13, a identidade dos povos e nações raramente era massacrada a ponto de desaparecer.

No caso do Japão, os primeiros seres humanos chegaram ao arquipélago 35 mil anos atrás por meio de pontes de terra que surgiram numa época de mar mais baixo.

As cerâmicas do período Jomon aparecem no registro arqueológico há 11 mil anos, e são o primeiro indício de tecnologia mais avançada do que meros instrumentos de pedra lascada.

A agricultura começa por volta do ano 900 a.C., quando o cultivo de arroz e a tecnologia para manipular o bronze (e, mais tarde, o ferro) são importados da China. Começa a cultura Yayoi, mais avançada.

Por volta do ano 150 d.C., já havia uma sacerdotisa com influência sobre todo o território, e uma organização política complexa, que evoluiu para o Japão como o conhecemos hoje.

O isolamento geográfico contribuiu muito para o isolamento político que depois caracterizaria a sociedade japonesa. Eles interagiram pouco com seus vizinhos até o fim do período feudal e o início das interações com o Ocidente.

Pergunta de @meninojoaes, via Instagram.






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